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segunda-feira, junho 03, 2013

Jogo Educativo- Adoro Aprender Brincando

O Jogo Educativo - Adoro Aprender Brincando - foi, exclusivamente, criado para a apresentação da oficina da disciplina Psicomotricidade do curso de pós graduação em psicopedagogia clínica, institucional, hospitalar e empresarial por Jossandra Costa Barbosa, aluna do curso, os desenhos são originais assim como toda sua arte gráfica.

O jogo é composto :por um tapete em lona com tamanho original de 2,90x1,70m, um dado de 0,50cm, (3) três caixas e várias placas. 


Assim como demonstram as fotos abaixo.

Jogo Educativo -Adoro Aprender Brincado
( No tamanho Original ele possui mais espaço para os jogadores percorrerem o percurso) 



Dado Criativo (Pode ser usado os números, as cores e as formas geométricas) 

Caixas com Placas 



Materiais que podem ser usados com o jogo
Jogo Educativo “Adoro aprender Brincando”(2,70x1,60 em lona)
Suplemento do jogo
Caixa dos desafios
Caixa das curiosidades
Caixa Hora de Aprender
Placas com as atividades digitadas
Dado Criativo com três funções (cores, números e figuras geométricas)
1 bambolê
Caixa de som, cd, notebook
Objetos para identificar (carrinho, Bombril, algodão, madeira)

O jogo poderá ser usados nos consultórios psicopedagógicos e escolas( tanto pelos professores como pelo psicopedagogo institucional).

O público alvo são crianças de 3 a 12 anos.
Os objetivos são: Trabalhar AFETIVIDADE- APRENDIZAGEM - MOVIMENTO

Além disso podemos:
Incentivar as crianças a encontrar soluções para os problemas propostos;
Trabalhar aprendizado de forma interdisciplinar de forma lúdica;
Relaxar as crianças;
Proporcionar momentos de afetividade entre os integrantes do grupo;
Desenvolver nas crianças habilidades motoras, equilíbrios, sensorial e de lateralidade.
Ajudar as crianças a conviver com sentimentos de frustações, ansiedade e realizações;
Mostrar a importância das regras, seu bom uso e benefícios;
Abordar temas pessoais através da brincadeira do o que é o que é ?
Incentivar as crianças a enfrentar desafios motores, como pular, rodar, dançar, etc;
Trabalhar formas geométricas, números e cores;

O jogo de regras “Adoro aprender brincando” tem como objetivo um desafio entre pares feito entre as crianças para uma corrida pelas casas 01 a 24.

As casas estão divididas em:
03 horas do abraço
05 desafios;(com atividades de atividade motora – dançar, pular, rodar bambolê, etc)
08 casas com hora de aprender ( com atividades de linguagem e conhecimentos matemáticos);
03 casas com O que é o que é? ( perguntas referentes a sua vida familiar e cotidiana);
02 casas bomba volte duas casas/
01 casa bônus surpresa.
Personagens que expressão emoções e dialogam com os jogadores incentivando, alertando e parabenizando.


Estratégias estimuladoras (sensibilização, desenvolvimento e fechamento)
Como jogar:
O psicopedagogo (a) ou professor deve antes de iniciar o jogo explicar as regras do jogo, como ele funciona, separando a turma em duplas.

As crianças devem ficar em pé na largada do jogo, deve-se tirar par ou impar para saber quem vai jogar o dado primeiro. É importante incentivar a criança a ler as boas vindas que o palhacinho diz na entrada.

O dado pode ser usado tanto a sequência de número como de cores e formas geométricas.

A criança deve andar somente a quantidade de casa que o dado indicar, nesse momento deve-se incentivar a criança a ler o que tem na casa e os incentivos que aparecem no trajeto do jogo, enfatizando que emoções elas representam.

O(a) jogador(a) terá que resolver o desafio psicomotor, a pergunta ou a curiosidade que a casa do jogo indicar.

Ao chegar na casa HORA DO ABRAÇO o(a) jogador(a) deverá escolher alguém da turma para dar um abraço.

O(a) Jogador(a) que chegar a casa 10 deverá voltar duas casas.

Os desafios psicomotores podem ser dançar músicas, pular cordas,fazer movimentos a direita ou esquerda dentre outros.

Nas casa Hora de Aprender o aluno deve resolver atividades a que o mediador pretende que ele aprenda (matemática português, ciências,etc).

Nas casa Curiosidades (O que é o que é) podem ser usados perguntas pessoais como o que deixa a criança ansiosa, nervosa, o que ela gosta da aula, na família , nas brincadeiras, etc.

Ao vencer o jogo a criança deve ser felicitada por todos inclusive ao parceiro que perdeu, este deverá voltar pro seu lugar e outra dupla começar a brincar o jogo.

Deverá ser desclassificado o (a) jogador (a) que se recusar a cumprir as regras do jogo e deverá esperar uma nova rodada para jogar novamente.

No final de todas as duplas, explicar as crianças que não ganharam que poderão jogar e ganhar numa nova oficina.

Após todas as equipes terem brincado, o psicopedagogo ou professor deve sentar em circulo com todas as crianças e perguntar se eles gostaram do jogo, o que sentiram ao ganhar ou perder, se gostariam de brincar de novo, o que mais gostaram, do que sentiram medo, do que não gostaram no jogo e o principal o que aprenderam brincando. Todas as respostas devem ser anotadas em uma ficha resumo.

Regras do Jogo:Brincar é muito mais que diversão para as crianças. É um momento de total interação e socialização com o mundo exterior. Utilizando recursos como jogos de regras ou simbólicos a criança se sente estimulada a enfrentar desafios.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

A RELAÇÃO ENTRE A PSICOPEDAGOGIA E A PSICOMOTRICIDADE


Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, se convence que os mortais não podem ocultar nenhum segredo. Aquele que não fala com os lábios, fala com as pontas dos dedos: nós nos traímos por todos os poros.” (Freud)
Os distúrbios de aprendizagem são geralmente relacionados a problemas de ordem psicológica e não relacionados ao nosso corpo como um todo, nosso sistema motor. A psicopedagogia tem como seu principal objetivo resgatar a autoria de pensamento e para isso é necessário unir duas coisas: o querer (desejo) e o fazer. A psicomotricidade trabalha o corpo em movimentos precisos, econômicos e harmoniosos, unindo os conceitos de desejo e prática.
Como sujeitos temos mente e corpo. Não há como separá-los quando falamos em aprendizagem. Antes de aprender a linguagem verbal temos uma linguagem corporal já existente. Nossos movimentos, nossos primeiros passos, a descoberta do que podemos fazer com o corpo que possuímos precede à fala. Comunicamo-nos com outras pessoas através de gestos, de movimentos, desde pequenos. É possível observar muitos adultos que gesticulam enquanto falam. Nossos movimentos, “as pontas de nossos dedos”, como diz Freud na citação acima, falam por nós como nossas palavras.
A psicomotricidade e a psicopedagogia podem e devem ser parceiras no processo de resgate do sujeito autor, pois juntas criam uma unidade entre a objetividade de nossos atos motores e a subjetividade de nosso pensamento, nossa psique. Como psicopedagogos não somos psicomotricistas, mas precisamos ter conhecimento e parceria com profissionais da área para que possamos trabalhar de forma melhor e completa com nossos pacientes, deixando conceitos banais fora de nossos consultórios.

Fonte:http://espacopensar.wordpress.com/

A profissão: Psicomotricista

A Psicomotricidade


Definição

É a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo.

Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.

Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.

O Psicomotricista

É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica e da retrôgenese.

Quais são suas áreas de atuação? 

Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa.

Qual a clientela atendida? 

Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade.

Mercado de trabalho Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Esquema Psicomotor


DESENVOLVIMENTO MOTOR NORMAL DA CRIANÇA DE 0 À 3 ANOS


O desenvolvimento da criança abrange 3 etapas: 

psicológico, neurológico e motor.

Apesar do desenvolvimento ter fases e etapas bem definidas, cada bebê irá definir o seu. Para cada bebê como um indivíduo irá responder de forma muito particular aos estímulos vividos e/ou oferecidos.
O bebê ao nascer ainda não senta, não anda, devido ao seu sistema nervoso que ainda está imaturo em vários aspectos, entre eles o tônus muscular estará diminuído no pescoço e tronco e aumentado em braços e pernas. E para que o bebê adquira habilidades, este sistema nervoso precisará amadurecer, o que ocorre no primeiro ano de vida, e vai até 3 anos de idade.
O amadurecimento do sistema nervoso se fará em 2 direções: da cabeça para o pescoço e da região proximal para a mais distante, ou seja, o bebê controla o pescoço antes de controlar o tronco, e controla os ombros antes das mãos.Todo esse processo é gradativo, e cada fase alcançada habilita a criança a avançar para a etapa seguinte. Esse processo é lento e diário, imperceptível.
O amadurecimento do sistema nervoso depende da boa saúde global do bebê que é obtido através do aleitamento materno, controle de infecções e doenças com a ajuda das vacinas, o cuidado da própria mãe e o estímulo saudável do meio ambiente. Este estímulo não deve ser exagerado na intenção errônea de formar “campeões”, mas sim, deve ser espontâneo, tranquilo, calmo e natural, dentro do relacionamento de amor, carinho e respeito entre pais e filhos. O que acarretará um adulto que saberá se relacionar com o meio e com o outros de forma sadia respeitando-os e não competindo com eles.
NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA SE BASEIA NA ÁREA MOTORA GROSSA, PASSANDO A ENTENDER O MUNDO A PARTIR DESSA EXPERIÊNCIA.
COM ESSE PROCESSO OCORRE O DESENVOLVIMENTO DA PERCEPÇÃO. AS NOÇÕES DE LONGE, PERTO, RASO, FUNDO, FRIO, QUENTE, ETC., PASSAM A SER PERCEBIDAS ATRAVÉS DO CORPO DA CRIANÇA. TUDO ELA SENTE NO SEU CORPO ( FEED-BACK). COM MAIOR CONTROLE SOBRE AS MOVIMENTAÇÕES, ELE ( BEBÊ ), APRIMORA SEU CONHECIMENTO SOBRE O MUNDO.
NOS 6 PRIMEIROS MESES O CONTROLE ANTIGRAVITACIONÁRIO SE DARÁ NA HORIZONTAL (NAS POSTURAS MAIS BAIXAS), E DEPOIS ESTA IDADE O CONTROLE SE DARÁ NA VERTICAL (NAS POSTURAS MAIS ALTAS).
NO FINAL DO PRIMEIRO ANO CONSEGUIRÁ CONTROLAR TODOS OS MOVIMENTOS ANTIGRAVITACIONÁRIOS. HAVERÁ UMA MAIOR INTEGRAÇÃO DOS MOVIMENTOS JÁ ADQUIRIDOS.

Desenvolvimento Motor Normal (0 à 3 anos)
RECÉM-NASCIDO: Considerado até os 10 primeiros dias de vida. Fase de adaptação ao meio.
- hipertonia flexora (fisiológica)
- reação automática
- sem controle de cabeça – criança “molinha”
- pélvis em retroversão
- reflexo de preensão palmar
- reação cervical de retificação
PRIMEIRO MÊS: Sem controle de cabeça/cifose- reflexo de Moro
- diminuindo a flexão = aumento da extensão
- em supino acompanha objetos atá certo ponto
- pélvis retrovertida
- reação automática
- reflexo de preensão palmar
- marcha automática (pode ou não estar presente)
- não faz simetria

SEGUNDO MÊS
- puxado para sentar a cabeça cai para trás – oscila
- pelve diminuindo a retroversão
- pouca flexão
- terminando a marcha automática (astasia – abasia)
- pernas fletidas
- em supino acompanha mais objetos (reação óptica de retificação)
- diminuindo o reflexo de preensão palmar
- RTCA esporádico (discreta assimetria)
- reação de colocação dos pés- presença do Galant
- reação cervical de retificação

TERCEIRO MÊS: - Primeiro marco do desenvolvimento do bebê.
- mais simétrico
- reação labiríntica de retificação (puppy)
- orientação na linha média
- extensão do tronco em puppy alcança torácica alta (controla melhor a cabeça)
- aumenta a anteroversão do quadril
- desaparecendo o RTCA
- acompanha objetos
- diminuição da preensão palmar (retém por pouco tempo)
- desaparece Galant
- termina reação de colocação dos pés
- terminando reação cervical de retificação

QUARTO MÊS:
- simétrico
- bom controle de cabeça
- extensão do tronco em prono chega a região lombar
- apoio nos cotovelos (+ alinhados)
- entrando a reação corporal de retificação
- inicia o rolar – começa a entrar a dissociação de cinturas devido aos movimentos de flexão/extensão realizados pela cabeça quando a criança esta em prono dando assim maior mobilidade ao tronco.
- retificação lateral da cabeça (visto no rolar)
- pelve em supino faz antero e retroversão, mas com pouco controle
- boa visualização
- termina os reflexos da face
- a maioria dos reflexos estão abolidos
- termina a primeira fase do Moro/ inicia a segunda (+ discreta)
- não tem preensão voluntária
- inicia Landau (brinca de mata – borrão)

QUINTO MÊS:
- ótimo controle de cabeça (extensão de tronco chegando à região lombar)- puxado para sentar participa do movimento – permanece com apoio
- simétrico
- inicia preensão voluntária
- leva objetos à boca
- presente reação corporal de retificação (rola de prono para supino)
- sustenta a posição de pé por momentos com ajuda
- inicia reação de equilíbrio em prono
- inicia o arrastar (introdução à reação anfíbia)
- em supino inicia levar pés à boca (alonga músculos extensores)
- aumenta a reação de Landau

SEXTO MÊS: Segundo marco no desenvolvimento do bebê
- vence gravidade em supino
- sentado apoia-se nas mão à frente
- em supino brinca com os pés (aprimorando ainda mais a musculatura extensora)
- em prono a extensão do tronco já chega aos quadris exercendo peso sobre eles.
- pelve anterovertida
- senta quando colocada com apoio à frente (sem muita transferência – caindo)
- puxada para sentar estende os joelhos
- alcança objetos
- inicia reação de equilíbrio em supino
- rola melhor, com dissociação
- arrasta com facilidade
- reação anfíbia madura- reação de extensão protetora para frente
- termina a segunda fase do Moro
- suporta mais peso sobre o quadril favorecendo o controle sobre a cabeça, tronco e MMSS. Uma vez que começa a receber peso, o quadril se torna mais estável ganhando mais extensão, e nas posições em supino, prono e sentada a criança tem liberdade e segurança de movimento do quadril para cima.
- inicia a rotação propriamente dita – aumenta a dissociação
- reação de Landau + aprimorada devido a extensão do quadril.
- em pé com ajuda coloca peso nas duas pernas (inicia propriocepção dos MMII) suporta + peso

SÉTIMO MÊS: Inicia maior independência da criança em posturas baixas – começa a explorar o ambiente.
- arrasta (transferência de peso em prono
- inicia gatas (balanceios) ou meio urso
- sentado sozinho pega objetos e os transfere de uma mão a outra
- reação corporal de retificação bem atuante – movimentos rotacionais do tronco
- inicia o sentar a partir de 4 apoios
- se puxam para de pé- sentam sem apoio (braços não cruzam a linha média)
- inicia extensão protetora para os lados

OITAVO MÊS: Terceiro marco do desenvolvimento da criança
- engatinha usando mais a flexão lateral
- mantém postura sentada com bom equilíbrio
- em supino já se levanta para sentar
- inicia a extensão protetora para os lados
- aumenta dissociação (inicia rotação oposta durante as reações de equilíbrio)
- diminuindo o reflexo de preensão plantar
- boa mastigação (mastigar simétrico – movimento da mandíbula para cima e para baixo)
- se puxa para ficar de pé usando semi-ajoelhado
- fica de pé com ajuda de uma única mão – inicia rotação do tronco sobre extremidade inferior
- inicia a sequência joelho para semi-ajoelhado e desta para de pé
- escala móveis
- de pé com apoio transfere peso sobre MMII (3 planos – p/frente, p/trás e p/os lados)
- inicia marcha lateral

NONO E DÉCIMO MÊS: Não fica mais deitado. Fase com muita quebra de padrões. Dissociação aprimorada. Começa independência em posturas altas.
- engatinha bem com contra rotação (explora + o ambiente)
- escala com mais facilidade, mas não consegue descer
- urso
- equilíbrio de gatas
- iniciando equilíbrio de joelhos
- elaboram conceitos perceptivos
- extensão protetora para trás
- ótimo controle entre flexão/extensão (quebra de padrão)
- descobre a terceira dimensão
- marcha lateral + refinada – tenta soltar uma das mãos
- ótima transferência de peso

ONZE MESES:
- inicia marcha com aumento da base sem equilíbrio a curta distância de um móvel à outro – cai sentado
- anda segurada pelos braços
- de pé pega objetos no chão e volta se apoiando nos móveis
- urso
1 ANO: Quarto marco do desenvolvimento da criança
- anda seguro por uma das mãos, mas pode tentar andar sozinho
- assume cócoras (oscila) – se abaixa para catar objetos
- bom equilíbrio em todas as posturas
- iniciando equilíbrio de pé
- reação de retificação bem integradas na maioria dos movimentos
- mastiga com + dissociação (diagonal) próximo a forma adulta

1 ANO E 3 MESES:
- anda sozinho (braços para cima e base alargada compensando equilíbrio na postura, mas cai muito ainda)
- cócoras + aprimorado
- levanta do chão partindo de urso
- sobe e desce escada com 4 apoios (engatinhando)
- fica sobre uma perna com ajuda

1 ANO E 6 MESES:
- sobe e desce escada com apoio sem alternar MMII (com ajuda de alguém)
- mais independente – cai ainda
- desce do sofá com + facilidade
- muito agachamento
- bom equilíbrio de pé
- inicia ficar sobre uma perna sozinha, ainda desequilibra
- começa a empilhar cubos (3)

2 ANOS:
- sobe e desce escada sozinha
- começa a correr
- inicia o pular com 2 pés
- anda para trás
- boa base de suporte
- aprimorando equilíbrio dinâmico
- termina reações associadas
- ego-motor (representação mental do corpo – sabe o que fazer com ele)

3 ANOS: Último marco do desenvolvimento motor. Criança totalmente integrada em diversos níveis. Motoramente pronta.
- integração total entre as reações de retificação e as de equilíbrio (integração de todos os níveis cerebrais
- inicia equilíbrio sobre 1 pé só
- boa desenvoltura motora
- se expressa melhor
- controla esfíncteres
- pula com os 2 pés
- faz construções de 8 à 9 cubos

Complementando:
De 3 à 4 anos:
- grande atividade motora: corre, pula com os dois pés, salta.
- anda de triciclo
- quer experimentar tudo
- é curiosa e inquiridora
- fica sobre 1 perna
De 5 à 7 anos:
- pula alternado- pula com um pé só
- consciente do seu corpo (propriocepção das facilidades e das dificuldades em relação ao espaço)

Fonte: compartilhando postagem do Blog: http://www.fisioterapiarj.com.br/2012/02/18/desenvolvimento-motor-normal-da-crianca-de-0-a-3-anos/

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Psicomotricidade na Discalculia

As dificuldades de aprendizagem da matemática são frequentemente camufladas por situações como Dislexia e/ou a Disgrafia. Sabemos que a estruturação perceptiva desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da matemática. O papel da psicomotricidade, nos períodos pré-escolar e escolar, será auxiliar a criança na passagem da fase perceptiva à fase da representação mental, bem como na consolidação dos conceitos inerentes à matemática. Assim, todas as atividades vividas pela criança serão analisadas do ponto de vista perceptivo, posteriormente simbolizadas, tanto na plano verbal como no gráfico (Matias, 2010).

 

Exercícios de reforço Lateralidade:

  • Realizar jogos de arremesso, ora com lado direito, ora com o lado esquerdo. Em crianças mais pequenas não deverá ser mencionado lado direito nem esquerdo mas sim "este lado" e agora o "outro lado". A instrução poderá ser associada a uma informação tátil.
  • Continuar com a tarefa anterior mas em atividades de pontapear.
  • Em crianças mais velhas, colocar no chão , em linha, bolas de papel (de diâmetro suficiente para caber um pé em cima da bola) e de duas cores, alternadas. Uma cor corresponde ao pé direito e a outra ao pé esquerdo. A criança deverá colocar o pé na cor correspondente. Trocar as correspondência e a disposição das bolas.


Exercícios de reforço da Noção do Corpo associada à Noção de Quantidade:


  • Mostrar à criança as diferentes formas de mostrar dos dedos, mediante o pedido. Começar por mostrar até três e enumerar gradualmente;
  • Continuar com a tarefa anterior, mas associado a uma quantidade equivalente de um objecto à escolha (exemplos: bolas, lápis, bonecos);
  • Realizar a primeira tarefa mas associar a movimentos corporais globais, como saltos, passos;
  • De frente para o espelho e com a ajuda de alguns objectos (arcos, bastões e cordas), posicionar o corpo segundo a forma de um número.


Exercícios de reforço da Estruturação Espaço-Temporal:

  • Comparar tamanhos de objetos, introduzindo as noções de altura, comprimento e largura;
  • Realizar filas de objetos, de forma a poder identificar o primeiro e o último, em função da posição da criança;
  • Ordenar fotografias da criança, do seu pai (ou mãe) e do seu avô (ou avó). Primeiro ordenar dos mais novo para o mais velho, e posteriormente fazer o inverso;
  • Montar um cronograma diário, em que estejam representadas as diferentes partes do dia e as principais refeições. Debaixo delas deverão constar desenhos ou fotografias, das atividades realizadas pela criança.


Exercícios de reforço da Atividade Perceptivo-Motora:

  • De frente para o espelho, a criança deverá colocar-se numa posição, a qual será imitada parcialmente pelo técnico. A criança deverá identificar as diferenças. Trocar;
  • A criança realiza uma pequena sequência de movimentos (exemplo: saltar, bater uma palma e sentar), a qual será imitada parcialmente pelo técnico. A criança deverá identificar as diferenças. Trocar;
  • Com cordas, ajudar a criança a construir figuras geométricas no chão. Passar por cima das cordas, pé ante pé, ajudando a criança a verbalizar o trajecto que acabou de realizar, em cada uma das figuras;
  • Desenhar as figuras geométricas numa folha e explicar as diferenças. Em crianças mais pequenas, o tracejado poderá ser usado como suporte ao desenho, bem como o sei discurso poderá ser apoiado em perguntas do técnico.


Referência Bibliográfica:

Matias, A.R. (2010, Março). Psicomotricidade: Dificuldades na aprendizagem da matemática. O Guia para Pais e Educadores, (28), 8.

Reeducação da Letra - Exercícios de Aperfeiçoamento

Exercícios de Aperfeiçoamento

O aperfeiçoamento da escrita tende a compensar os défices na mesma, na medida em que se pretende melhorar os fatores funcionais que afetam o ato de escrever. Deste modo apresentam-se alguns recursos e exercícios que poderão ser úteis neste domínio.

a) Pautas

- Lisa unilineal: permite à criança apoiar corretamente a escrita, mas não dá resposta aos problemas de dimensão ou espaçamento.

- Lisa de duas linhas: as letras baixas são adequadamente situadas entre duas linhas, o que compensa parcialmente o problema das dimensão das letras.

- Quadriculdada: permite adequar a escrita em termos de dimensão e espacialização. Convém utilizar quadrículas grandes para que a criança não tenha de fazer um esforço perceptivo suplementar e desnecessário.


b) Exercícios de Aperfeiçoamento

- Transtornos da inclinação
  • Desenhar linhas paralelas.
  • Desenhar ondas e linhas rectas paralelas.
  • Recortar tiras de papel paralelas.
  • Numa folha de papel desenhar pontos em ambos os extremos que a criança deve unir. Realizar também atividades de escrita procurando terminar em locais adequados.


- Transtornos de proporção

O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à criança algumas orientações: as letras ascendentes ou descendentes ocupam três quadrados, as letras baixas apenas uma.


- Transtornos de ligação entre entre letras
  • Exercícios de reaprendizagem da forma das letras.
  • Exercícios de repassar palavras e frases sem levantar o lápis.
  • Pôr palavras com letras separadas para que a criança as una de forma correta.

- Transtornos de Espaçamento

O uso de pautas quadriculadas com o estabelecimento de deixar três quadriculas entre as palavras pode ajudar na homogeneidade do espaçamento.



 c) Controle dos movimentos que acompanham o grafismo

- Posição do corpo

Durante a escrita, o corpo tem de permanecer paralelo à mesa evitando que se forme um ângulo com esta, uma vez que isso obriga a rodar os ombros para escrever. As costas devem estar apoiadas nas costas da cadeira e só a zona dorsal formará um ligeiro ângulo com o bordo da mesa.

- Posição da mão

Posições incorretas frequentes na disgrafia:

  • Suporte múltiplo: o lápis é segurado com a colocação de dedo polegar por cima do mesmo. Desta forma, a mão cansa-se mais, uma vez que o dedo polegar tem uma função de suporte e ao colocar-se em cima do lápis atrasa a escrita e provoca sensações dolorosas ou de fadiga na mão.
  • Crispação dos dedos: a crispação é a flexão excessiva de um ou vários dedos durante a escrita, o que gera sensações desagradáveis e paragens durante a escrita. Os exercícios de relaxação, educação do gesto manual e digital e coordenação visuomotora ajudam a que desapeça a crispação.
  • Posição de varrimento: inadequada postura do ângulo que forma a mão ao escrever com o papel. É mais comum entre esquerdinos, mas também acontece nos dextros. Esta posição leva a fatigabilidade e sensações dolorosas do pulso. é aconselhável a relaxação segmentar e prestar atenção á inclinação do papel.
  • Posição empunhada: a criança    segura o lápis na intersecção ou buraco formado pelos dedos indicador e polegar. Esta posição obriga a criança a uma postura crispada e fatigosa, assim como a um suporte insuficiente do lápis. Progressivamente a criança deve ser ensinada a utilizar a pinça fina (indicador, polegar e médio).

d) Posição do papel

À medida que a criança cresce o papel vai-se separando da posição vertical criando-se um ângulo cada vez maior entre a mesa e a posição do papel. O ângulo de inclinação aumenta progressivamente ao longo dos anos (nos adultos é de 30 º). Do mesmo modo, a criança tende a proximar o papel em direcção ao hemicorpo da mão que escreve. Determinadas posturas provocam alterações no grafismo (ângulo inadequado, movimentos persistentes). Convém realizar exercícios em que a criança possa aprender a escrever com correta inclinação. Um exemplo é fixar o papel para impedir que a criança o mova durante a escrita.

Nota: Os exercícios de aperfeiçoamente são uma componente do método antidisgráfico de Pérez (2005) descrito no livro "La disgrafia. Concepto, diagnostico y tratamiento de los transtornos de escritura"

Reeducação da letra

A letra deficiente é o aspecto que mais se destaca na escrita disgráfica, por isso é um aspecto muito importante a ser considerado na reeducação. O trabalho deve ser desenvolvido de acordo com uma progressão que  vá do quadro para o papel.

a) Quadro
- Desenhar o modelo de cada letra olhando para o que está no quadro;
- Apagar a letra e reproduzi-la correctamente no quadro;
- Repassar as letras;
- Num espelho desenhar as letras com um marcador e depois repassá-las sucessivas vezes (desta forma evita-se a tendência da inversão de letras).

b) Sala de Psicomotricidade
- Reproduzir as letras no ar: primeiro desenha o terapeuta; depois a criança realiza o exercício e quando conhece as letras adequadamente reproduz-as no ar com os olhos fechados para as interiorizar.

- No solo desenham-se as letras e a criança caminha sobre elas. Posteriormente a criança realiza a mesma actividade sem que a letra esteja desenhada.
c) Exercícios Sensoriais
- Recortar em papel de lixa as letras e repassá-las várias vezes com os dedos. O mesmo com os olhos fechados.

-Com uma caixa de areia desenhar as letras com o dedo sobre a superfície. O mesmo com os olhos fechados.


-Reproduzir as letras com plasticina.

- O terapeuta desenha com o dedo diferentes letras na mão ou nas costas do aluno e este tem de dizer quais são.

d) No papel

- Repassar letras em tamanho grande.

-Repassar letras em tamanho pequeno.

- Copiar um modelo de cada letra.

- Desenhar as letras de memória.

-Perfurar uma letra de grande tamanho ao mesmo tempo que verbaliza o nome da letra.

 
Nota: A Reeducação da Letra é uma componente do método antidisgráfico de Pérez (2005) descrito no livro "La disgrafia. Concepto, diagnostico y tratamiento de los transtornos de escritura".