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terça-feira, outubro 02, 2012

Sobre a PSICOPEDAGOGIA

A Psicopedagogia, enquanto prática clínica, como campo de conhecimento e atuação em saúde e educação, tem atuado no processo de construção do conhecimento e nas dificuldades de aprendizagem que se apresentam nessa construção. A Psicopedagogia compromete-se primordialmente com o sistema educativo relativo às dificuldades de aprendizagem, buscando levar o educando a integrar-se no meio sócio-educativo, respeitando sua individualidade.
A Psicopedagogia oferece um espaço onde você poderá buscar ajuda para rever, repensar e refletir sobre suas questões de aprendizagem.
O psicopedagogo observa o indivíduo em todos os sistemas em que está inserido, ou seja, as relações entre o processo ensino-aprendizagem, saúde-doença e suas implicações. Existe, na verdade, um mito que se dissemina em várias direções: a crença de que questões de saúde são responsáveis, ao menos em parte, pela dificuldade de aprendizagem escolar. Essa questão deverá ser motivo de inquietação e objeto de pesquisas por parte dos profissionais da Psicopedagogia e da Educação antes mesmo que da Medicina. São inúmeras as obras que fazem menção ao assunto, tornando-se praticamente impossível elencar todas as possíveis definições e abordagens sobre esses conceitos.
Considerando as diversas causas que podem interferir no processo ensino-aprendizagem, investigar o ambiente no qual a criança vive e a metodologia abordada nas escolas é importante antes de se traçar o enfoque terapêutico, uma vez que a criança pode não apresentar distúrbio de aprendizagem, mas apenas não se adaptar ou não conseguir aprender com determinada metodologia utilizada pelo professor, como também carência de estímulos dentro de casa. Por outro lado, a criança pode não apresentar fatores externos e mesmo assim não conseguir desenvolver plenamente suas habilidades pedagógicas. É o caso das crianças com distúrbio de aprendizagem, cujas limitações intrínsecas se manifestam através de deficit linguístico, alteração no processamento auditivo e vários outros fatores que podem prejudicar significativamente o aprendizado da leitura e da escrita.

CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGÓGICAS

A Psicopedagogia acompanha a necessidade de organizar os variados processos que fazem parte do aprendizado humano, refletindo questões relacionadas ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo e à situação de aprendizagem do sujeito aprendente. Atua não só no interior do aluno, mas busca sensibilizá-lo para a construção do conhecimento, respeitando seus desejos e necessidades com o acompanhamento do professor.
“O psicopedagogo pode usar como recursos a entrevista com a família; investigar o motivo da consulta; procurar a história de vida da criança realizando Anamnese; fazer contato com a escola e outros profissionais que atendam a criança; manter os pais informados do estado da criança e da intervenção que está sendo realizada; realizar encaminhamento para outros profissionais, quando necessário” (Rubinstein).
O psicopedagogo faz a ponte entre profissionais que atuam de forma multidisciplinar no acompanhamento do desenvolvimento humano, como neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas.
O comprometimento de todos os envolvidos (escola, professor e família) no processo de construção de conhecimento embasa decisões da ação psicopedagógica para o sucesso do acompanhamento das dificuldades de aprendizagem.

CRIANÇAS E ADOLESCENTE DESATENTOS OU DESATENDIDOS?

Nesse sentido, entende-se a necessidade do trabalho psicopedagógico atuando de forma a acompanhar o aprendiz nos processos envolvidos de aquisição e elaboração de conhecimento, estudando condições para que isso ocorra, localizando, quando necessário, dificuldades e problemas que levem a interrupções nesses processos, propondo caminhos para que o aprendiz possa superá-los. Trata-se de um momento acolhedor, de escuta atenta e ativa perante as experiências, novidades, dúvidas, perdas, anseios e medos que permeiam suas vivências e que podem estar restringindo sua aprendizagem e seu crescimento pessoal.
Há um tempo, a falta de clareza a respeito dos problemas de aprendizagem fazia com que os alunos com dificuldades fossem encaminhados para profissionais de diversas áreas de atuação sem uma resolução eficaz dos problemas detectados. Atrelada a construção do conhecimento, a Psicopedagogia atua integrativamente, associada a outras áreas do conhecimento, buscando averiguar criticamente o modo como é conduzido o processo de ensino-aprendizagem.

O JOGO E SUAS IMPLICAÇÕES NA PSICOPEDAGOGIA

Sendo a Psicopedagogia uma área que trabalha com o processo de aprendizagem e suas dificuldades, torna-se relevante que os profissionais busquem recursos diversos para desenvolver atividades que contribuam para a aprendizagem, socialização e independência dos sujeitos. Dentre esses, temos os jogos e brincadeiras, a informática, a música, os desenhos e tantos outros recursos importantes utilizados no espaço psicopedagógico para o desenvolvimento cognitivo de indivíduos que possuam algum tipo de dificuldade de aprendizagem. A ludicidade é um forte atrativo para que os indivíduos se motivem na busca de uma aprendizagem prazerosa, sendo os jogos aliados nessa tarefa. Conforme Winnicott: “É no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade, e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self)”.
A brincadeira e o jogo constituem uma necessidade humana e, segundo Kishimoto, interferem diretamente no desenvolvimento da imaginação, da representação simbólica, da cognição, dos sentimentos, do prazer, das relações, da convivência, da criatividade, do movimento e da autoimagem dos indivíduos. Há de se levar em conta que todo o desenvolvimento que a brincadeira e o jogo trazem para o indivíduo é pré-requisito para ativar seus recursos de conhecimento. Sendo assim, vemos que os jogos são recursos que irão colaborar na educação, estimulando o autoconhecimento, a autonomia e a interação social e facilitando a aprendizagem.
Conforme Piaget: “O jogo é um tipo de atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança”. Por meio do jogo, a criança assimila o mundo para atender seus desejos e fantasias. Segundo ele, o jogo segue uma evolução que inicia com os exercícios funcionais, continua no desenvolvimento dos jogos simbólicos, evolui no sentido dos jogos de construção para se aproximar, gradativamente, dos jogos de regras, que dão origem à lógica operatória.

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL

A Psicopedagogia Clínica e Institucional tem como meta contribuir com pesquisas na área da aprendizagem e do desenvolvimento humano, de maneira ética e reflexiva, com fundamentação científica, buscando o bem-estar dos envolvidos nesse processo.
Clinicamente ou institucionalmente, a Psicopedagogia tem como centro o indivíduo em desenvolvimento e as alterações do desenvolvimento, favorecendo a apreensão de competências e habilidades que possibilite o aprender num sentido mais amplo.
É observável os crescentes problemas ligados às dificuldades de aprendizagem. Embasada em grandes teóricos como Piaget, Vygotsky, Freinet, Ferreiro, Teberosky e outros, pedagogos e professores os analisaram como insuficientes para uma intervenção ativa nas dificuldades de aprendizagem. Nessa perspectiva, surge o profissional psicopedagogo, que auxilia na intervenção realizando diagnósticos que consideram o indivíduo na sua essência interna e externa no processo de aprendizagem; compreende o sujeito da aprendizagem a partir de seu contexto cultural, social, cognitivo, psíquico e orgânico; aprofunda o estudo dos processos e instrumentos de intervenção a partir dos diferentes contextos de aprendizagem: lógica, letramento, espaço e tempo, expressões musicais, corporais e plásticas.
Cabe ao trabalho psicopedagógico a percepção de dificuldades e o planejamento adequado para a intervenção nas instituições e clínicas, interada com outros profissionais para o maior conhecimento dos processos de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais. É a percepção de uma criança singular que vai comandar o processo de aprendizagem e não um modelo universal de desenvolvimento, respeitando o desempenho individual de cada um, nem sempre contínuo e numa única direção.
Os problemas de aprendizagem podem ocorrer tanto no início quanto no decorrer do período escolar e expressam diferenças que variam de aluno para aluno, solicitando uma investigação no campo em que eles se manifestam.
A importância da Psicopedagogia Clínica como elemento mediador da aprendizagem, principalmente com crianças com suspeita de transtornos, inclusive o de deficit de atenção e hiperatividade (TDHI), dislexia, entre outros, tem como objetivo principal buscar subsídios teóricos para melhor entender suas influências sobre a aprendizagem e como lidar com esses comportamentos e com todos os envolvidos no processo. Encontra justificativa na afirmação de que o TDAH é um problema que atinge grande parte da população mundial e, justamente por isso, o psicopedagogo clínico tem uma contribuição para orientar o trabalho de pais e professores que tenham filhos e alunos com suspeita de tal deficiência

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA TERAPIA?

  • Ampliar as possibilidades e potencialidades de aprender e construir conhecimentos, promovendo o sucesso do aluno.
  • Encontrar caminhos para superar dificuldades vividas no processo de aprendizagem.

PSICOPEDAGOGIA

Segundo a Associação Brasileira de Psicopedagogia, a Psicopedagogia é um campo de conhecimento e de atuação em saúde e educação que busca compreender o processo de aprendizagem humana. Essa ciência se dedica ao processo de aprendizagem, suas dificuldades, seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio – família, escola e sociedade – no seu desenvolvimento. Tem um caráter preventivo e terapêutico e, em ambos os casos, o psicopedagogo atua não só no âmbito da escola, mas da família e da comunidade, intervindo nas diferentes etapas de desenvolvimento do educando.
A busca do entendimento das etapas de desenvolvimento, tanto da criança quanto do adolescente, propicia a compreensão de atitudes e de pensamentos de cada estágio, levando em consideração a história de vida individual.

No setting terapêutico, o psicopedagogo deve identificar, analisar, planejar e intervir a partir de um diagnóstico e posterior tratamento, seja clínico ou institucional. Durante o tratamento, são realizadas diversas atividades com o propósito de observar e identificar a forma de aprendizagem do educando, bem como as possíveis causas de bloqueios existentes. O psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras situações que forem oportunas.
Frequentemente a criança não consegue falar sobre seus problemas e, através de desenhos, jogos e brinquedos, explicitará suas dificuldades. Por meio de jogos, a criança adquire maturidade e limites, aprende a ganhar e a perder, desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, obtém maior atenção.
A Psicopedagogia ajuda a construir um novo tempo onde reside a alegria de aprender, para ver o que já foi visto de outro modo, pensar o que não foi pensado, falar o que ainda não foi falado, criar e produzir o que não foi produzido.

sábado, junho 30, 2012

Excelente artigo de Maria Carvalho - Sobre a trajetória da Psicopedagogia.

A Trajetória da Psicopedagogia, suas contribuições e limites

icon_papel_escritoMaria Carvalho

A história da psicopedagogia tem início na Europa, em 1946, sendo fundados os primeiros centros psicopedagógicos por J Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Unindo conhecimentos da área de Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, esses centros tentavam readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola ou no lar e atender crianças com dificuldades de aprendizagem apesar de serem inteligentes (MERY apud BOSSA, 2000, p. 39).
Na literatura francesa – podemos observar como essa influencia as idéias sobre psicopedagogia na Argentina (a qual, por sua vez, influencia a práxis brasileira) – encontra-se, entre outros, os trabalhos de Janine Mery, a psicopedagoga francesa que apresenta algumas considerações sobre o termo psicopedagogia e sobre a origem dessas idéias na Europa, e os trabalhos de George Mauco, fundador do primeiro centro médico psicopedagógico na França,..., onde se percebeu as primeiras tentativas de articulação entre Medicina, Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, na solução dos problemas de comportamento e de aprendizagem (BOSSA, 2000, apud SIMAIA p. 37)
A história da psicopedagogia no Brasil tem um caminho percorrido pela Associação Brasileira de Psicopedagogia e foi marcado por pontos polêmicos, entre eles, alguns questionamentos sobre o verdadeiro papel desta ciência, ou seja, a consistência, fortalecimento e autonomia da Psicopedagogia. De 1995 - 1996, foram elaborados vários documentos explicitando seu campo de atuação, sua área científica, sua contribuição e seus critérios de formação acadêmica.

A profissão do psicopedagogo não está regulamentada, mas o projeto se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, na Câmara dos Deputados Federais, para ser aprovada. Enquanto isso, a formação do psicopedagogo vem ocorrendo em caráter regular e oficial em cursos de pós-graduação oferecidos por instituições devidamente autorizadas ou credenciadas.

No que tange ao limite na prática institucional preventiva, por exemplo, um dos aspectos que merece destaque tem sido a dificuldade dos psicopedagogos em propor procedimentos de avaliação e de intervenção.

Esta questão também é uma das preocupações de Bossa (2000) ao enfatizar que uma das dificuldades práticas com que se deparam os psicopedagogos brasileiros, reside nos procedimentos diagnósticos para a intervenção. Segundo a autora, a indefinição quanto ao instrumental utilizado no trabalho psicopedagógico merece ser pensada, de forma que novas perspectivas possam daí surgir e atender as reivindicações inerentes à atividade psicopedagógica. Ela também acrescenta que vários autores já se debruçaram sobre esta questão, entretanto enfatiza que ainda há muito por se fazer (Rubinstein e colaboradores (2004) e Masini (2006).

A Psicopedagogia se apresenta com um caráter multidisciplinar devido à complexidade dos problemas de aprendizagem -, que busca conhecimento em diversas outras áreas de conhecimento, além da psicologia e da pedagogia. É necessário ter noções de linguística, para explicar como se dá o desenvolvimento da linguagem humana e sobre os processos de aquisição da linguagem oral e escrita. Requer também, conhecimentos sobre o desenvolvimento neurológico, sobre suas disfunções que acabam dificultando a aprendizagem; de conhecimentos filosóficos e sociológicos, que nos oferece o entendimento sobre a visão do homem, seus relacionamentos a cada momento histórico e sua correspondente concepção de aprendizagem. Portanto, o psicopedagogo deverá ter um embasamento teórico para o desenvolvimento de sua função
Assim sendo, a psicopedagogia se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de distintas ciências humanas, objetivando adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender.

O profissional que atua como psicopedagogo tem um amplo conjunto de tarefas e funções que prestam assessoramento psicopedagógico às escolas, apesar de sua diversidade, pode ser organizado em torno de quatro eixos. Na concepção de Coll (1989b, apud FERREIRA), o primeiro relativo à natureza dos objetivos da intervenção, cujos pólos caracterizam respectivamente as tarefas que se centram, prioritariamente no sujeito e aquelas que têm como finalidade incidir no contexto educacional. Assim, as tarefas incluídas são tanto as que têm como objetivo prioritário o atendimento a um aluno, quanto as que aparecem vinculadas a aspectos curriculares e organizacionais.

O segundo eixo afeta as modalidades de intervenção, que podem ser consideradas como corretivas, ou preventivas e enriquecedoras. Qualquer intervenção realizada na escola pode ser caracterizada, em um determinado momento, embora, em um momento posterior, sua consideração se modifique.
Outro eixo também diferencia modelos de intervenção, embora tenha como objetivo final o aluno, pode ter diferenças consideráveis: enquanto alguns psicopedagogos trabalham diretamente com o aluno, orientam-no e, inclusive, manejam tratamentos educacionais individualizados, outros combinam momentos de intervenção direta com intervenções indiretas, (por exemplo, no caso de uma avaliação psicopedagógica), centradas nos agentes educacionais que interagem com ele (no próprio processo de avaliação psicopedagógica, na tomada de decisões sobre o plano de trabalho mais adequado para esse aluno). São freqüentes as consultas formuladas por um professor ao psicopedagogo em relação a um aluno que não vai manter nenhum contato direto com esse profissional.

O último eixo, Coll (1989) indica o lugar preferencial de intervenção, que entendemos como a diversidade de níveis e contextos, inclusive quando circunscrita ao marco educacional escolar. Este eixo inclui tanto as tarefas localizadas no nível de sala de aula, em algum subsistema dentro da escola, na instituição em seu conjunto, ano, série, assim como aquelas que se dirigem ao sistema familiar, à zona de influência, etc.
O fato que se deve considerar é que as tarefas que aparecem englobadas nos eixos precedentes são objeto da intervenção psicopedagógica, não significa que todos os psicopedagogos as executem em seu conjunto e, obviamente, não significa que as realizem da mesma forma.

Um dos aspectos importantes sobre a profissão do psicopedagogo é a formação continuada, não basta fazer um curso de pós-graduação é necessário sempre estar atualizado realizado cursos nas mais diversas áreas como na linguística, neurociência, psicologia entre outras.

O psicopedagogo, um profissional entre a saúde e a educação, os limites da atuação devem ser sempre rigorosamente observados. No que tange à área da saúde, não podemos exercer o que for de competência profissional nem de médicos nem de psicólogos. "Passar o CID", por exemplo, não é de nossa competência como psicopedagogos, pois está inserido na classificação das doenças na área médica. Também não é da nossa competência aplicar testes psicológicos (avaliação de inteligência, de personalidade e outros).
Penso ser imperativo buscarmos sempre uma supervisão junto a psicopedagogos quanto aos tipos de avaliação do processo de aprendizagem e das dificuldades de aprendizagem que competem ao psicopedagogo. Vale lembrar que na área da Psicopedagogia a relevância do trabalho realizado dependerá da consciência profissional de cada um que nela atua.

A dificuldade escolar pode gerar um círculo vicioso do fracasso, ou seja, quanto mais a criança se sente inferiorizada, mais ela estará suscetível ao insucesso, e menos poderá obter aprovação a partir de seu desempenho (Linhares & Colls, 1993, apud OKANO, et al, 2004).

O manejo das dificuldades de aprendizagem no ambiente escolar não se constitui em tarefa fácil, e muitas vezes, a alternativa dada envolve a colocação das crianças em programas especiais de ensino como o proposto para as salas de reforço ou de recuperação paralela, destinadas a alunos com dificuldades não superadas no cotidiano escolar. Os programas de reforço, em nosso meio, a princípio se apresentam como uma proposta que visa contribuir para o bom desenvolvimento escolar, contudo carecem de estudos sistemáticos que demonstrem a sua eficácia no que diz respeito aos aspectos psicológicos de crianças com dificuldade de aprendizagem.

Diversos estudos têm relatado que as crianças com dificuldades de aprendizagem têm autopercepção mais negativa sobre o seu próprio comportamento quando comparadas a crianças que têm rendimento satisfatório e quando comparadas àquelas que têm baixo rendimento, mas não são identificadas como tendo dificuldade de aprendizagem (Beltempo & Achile, 1990; Clever, Bear & Juvonen, 1992; Leondari, 1993; Jackson & Bracken, 1998).

Lidar com o insucesso escolar, com o baixo rendimento, com as múltiplas implicações para a auto-avaliação da criança, para a família, professores e comunidade constitui-se em tarefa complexa e desafiadora para a qual não se tem ainda uma resposta acabada e pronta, o que aponta para a necessidade de buscar alternativas que possam minimizar tal situação (OKANO et al, 2004).
Na minha concepção, as dificuldades muitas vezes são de fatores externos (ambiental), ou seja, esteriótipos criados pela família e também pela escola/professores. Como psicopedagogos precisamos conhecer a causa das dificuldades para encontrar meios de ajudar o aluno e não para excluí-lo. Acontece que quando o aluno nos é encaminhado por outro profissional e tomamos conhecimento do diagnóstico, intrinsicamente a inclusão acontece. "Com este aluno, fulano já fez de 'tudo' e não deu jeito"! "Ele não sabe nada" Pergunto: O que é tudo? Como esse tudo foi realizado? Será que o aluno tem mesmo dificuldade de aprendizagem ou é dificuldade na ensinagem?

Na concepção de Polity (2002), a pedagogia com enfoque construtivista com base no Construcionismo social elenca três fatores básicos do processo educacional: a interdiciplinaridade, interacionalidade e o pensamento complexo conduzindo o educando para a prática da transformação social. A autora faz a relação entre as dificuldades do aluno a as dificuldades do professor no processo ensino-aprendizagem, interrelacionando-os, até mesmo, nos fracassos. Ela cria essa nova abordagem com a interdependência interativa entre a subjetividade de ambos – professor/aluno. É a mescla entre ensino e aprendizagem como um conjunto. Com essas perspectivas surge o conceito de dificuldade de ensinagem: a natureza relacional do Ensino, mudando significado, domínios de convivências, através do emocional, o professor constrói a sua subjetividade no ato de ensinar. Daí a dificuldade de ensinagem, ou seja, "é o movimento de ensinar carregando de emoção: ansiedade por ter de cumprir uma missão, medo e/ ou frustração por não entender o aluno, fantasias de incompetência...". A dificuldade de ensinagem se refere a esta prática do professor, colocada em cheque, corresponde às dificuldades de aprendizagem do educando.

Nas instituições o psicopedagogo cumpre a importante função de socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo e a construção de normas de conduta inseridas num mais amplo projeto social, procurando afastar, contrabalançar a necessidade de repressão. Agindo assim, a maioria das questões poderão ser tratadas de forma preventiva, antes que se tornem verdadeiros problemas e/ou também interventiva, se a dificuldade de aprendizagem já estiver evidente.

Peres e Oliveira (2007), fazem menção com respeito à importância da prevenção e da intervenção psicopedagógica, mas enfatizam também que não podemos ignorar a fase que precede a essas ações. A etapa de avaliar, por exemplo, a avaliação psicopedagógica, deverá anteceder a toda e qualquer proposta de intervenção, seja ela clinica ou institucional. A análise da adequação dos materiais didáticos, da proposta pedagógica, da metodologia, da avaliação, associadas a entrevistas com professores, tem se constituído em importante instrumento de avaliação.

REFERÊNCIAS

BELTEMPO, J. & ACHILE, P. A. The efect of special class placement on the self-concept of children with learning disabilities. Child Study Journal, 20, 81-103, 1990.
CLEVER, A.; BEAR, G. & JUVONEN, J. Discrepancies between competence and importance in self-perceptions of children in integrated classes. The Journal of Special Education, 26, 125–138, 1992.
FERREIRA, R. T. da S. Importância do psicopedagogo no ensino fundamental. Blogspot, 2008.
JACKSON, L. D. & BRACKEN, B. A. Relationship between students' social status and global and domain – Specific Self – Concepts. Journal of School Pshichology, 36, 233-246, 1998.
LEONDARI, A. Comparability of self - concept among normal achievers, low achievers and children with learning difficulties. Educational Studies, 19, 357–371, 1993.
MASINI, E. S. Formação profissional em psicopedagogia: embates e desafios. São Paulo: ABPp, 23 (72), 248-259, 2006.
OKANO et al. Crianças com dificuldades escolares atendidas em programa de suporte psicopedagógico na escola: avaliação do autoconceito. São Paulo: PRC, 2003.
PERES, M. R. & OLIVEIRA, M. H. M. A. Psicopedagogia - Limites e possibilidades a partir de relatos de profissionais. São Paulo: PUC, 2007.
POLITY, E. Dificuldade de Ensinagem – 1ª Edição, SP, Vetor Editora, 2002.
RUBSTEIN, E.; CASTANHO, M. I. & NOFFS, N. A. Rumos da psicopedagogia brasileira. São Paulo: ABPp, 21(66), 225-238, 2004.

http://psicopedagoga.org/index.php?option=com_content&view=article&id=57:a-trajetoria-da-psicopedagogia-suas-contribuicoes-e-limites&catid=7:examples&Itemid=70

domingo, abril 29, 2012

NOVO CÓDIGO DE ÉTICA!

Novo código de ética da Psicopedagogia
Código de Ética da Psicopedagogia
O Código de Ética tem o propósito de estabelecer parâmetros e orientar os profissionais da Psicopedagogia brasileira quanto aos princípios, normas e valores ponderados à boa conduta profissional, estabelecendo diretrizes para o exercício da Psicopedagogia e para os relacionamentos internos e externos à ABPp – Associação Brasileira de Psicopedagogia.
A revisão do Código de Ética é prevista para que se mantenha atualizado com as expectativas da classe profissional e da sociedade.

Capítulo I – Dos princípios

Artigo 1º
A Psicopedagogia é um campo de atuação em Educação e Saúde que se ocupa do processo de aprendizagem considerando o sujeito, a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico, utilizando procedimentos próprios, fundamentados em diferentes referenciais teóricos.
Parágrafo 1º
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento, relacionada com a aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre os processos de aprendizagem e as suas dificuldades.
Parágrafo 2º
A intervenção psicopedagógica na Educação e na Saúde se dá em diferentes âmbitos da aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre o institucional e o clínico.
Artigo 2º
A Psicopedagogia é de natureza inter e transdisciplinar, utiliza métodos, instrumentos e recursos próprios para compreensão do processo de aprendizagem, cabíveis na intervenção.
Artigo 3º
A atividade psicopedagógica tem como objetivos:
a) promover a aprendizagem, contribuindo para os processos de inclusão escolar e social;
b) compreender e propor ações frente às dificuldades de aprendizagem;
c) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia;
d) mediar conflitos relacionados aos processos de aprendizagem.
Artigo 4º
O psicopedagogo deve, com autoridades competentes, refletir e elaborar a organização, a implantação e a execução de projetos de Educação e Saúde no que concerne às questões psicopedagógicas.

Capítulo II – Da formação

Artigo 5º
A formação do psicopedagogo se dá em curso de graduação e/ou em curso de pós-graduação – especialização “lato sensu” em Psicopedagogia -, ministrados em estabelecimentos de ensino devidamente reconhecidos e autorizados por órgãos competentes, de acordo com a legislação em vigor.

Capítulo III – Do exercício das atividades psicopedagógicas

Artigo 6º
Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados e/ou pós-graduados em Psicopedagogia – especialização “lato sensu” - e os profissionais com direitos adquiridos anteriormente à exigência de titulação acadêmica e reconhecidos pela ABPp. É indispensável ao psicopedagogo submeter-se à supervisão psicopedagógica e recomendável processo terapêutico pessoal.
Parágrafo 1º
O psicopedagogo, ao promover publicamente a divulgação de seus serviços, deverá fazê-lo de acordo com as normas do Estatuto da ABPp e os princípios deste Código de Ética.
Parágrafo 2º
Os honorários deverão ser tratados previamente entre o cliente ou seus responsáveis legais e o profissional, a fim de que:
a) representem justa contribuição pelos serviços prestados, considerando condições socioeconômicas da região, natureza da assistência prestada e tempo despendido;
b) assegurem a qualidade dos serviços prestados.
Artigo 7º
O psicopedagogo está obrigado a respeitar o sigilo profissional, protegendo a confidencialidade dos dados obtidos em decorrência do exercício de sua atividade e não revelando fatos que possam comprometer a intimidade das pessoas, grupos e instituições sob seu atendimento.
Parágrafo 1º
Não se entende como quebra de sigilo informar sobre o cliente a especialistas e/ou instituições, comprometidos com o atendido e/ou com o atendimento.
Parágrafo 2º
O psicopedagogo não revelará como testemunha, fatos de que tenha conhecimento no exercício de seu trabalho, a menos que seja intimado a depor perante autoridade judicial.
Artigo 8º
Os resultados de avaliações só serão fornecidos a terceiros interessados, mediante concordância do próprio avaliado ou de seu representante legal.
Artigo 9º
Os prontuários psicopedagógicos são documentos sigilosos cujo acesso não será franqueado a pessoas estranhas ao caso.
Artigo 10º
O psicopedagogo procurará desenvolver e manter boas relações com os componentes de diferentes categorias profissionais, observando para esse fim, o seguinte:
a) trabalhar nos estritos limites das atividades que lhe são reservadas;
b) reconhecer os casos pertencentes aos demais campos de especialização, encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento.

Capítulo IV – Das responsabilidades

Artigo 11º
São deveres do psicopedagogo:
a) manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratem da aprendizagem humana;
b) desenvolver e manter relações profissionais pautadas pelo respeito, pela atitude crítica e pela cooperação com outros profissionais;
c) assumir as responsabilidades para as quais esteja preparado e nos parâmetros da competência psicopedagógica;
d) colaborar com o progresso da Psicopedagogia;
e) responsabilizar-se pelas intervenções feitas, fornecer definição clara do seu parecer ao cliente e/ou aos seus responsáveis por meio de documento pertinente;
f) preservar a identidade do cliente nos relatos e discussões feitos a título de exemplos e estudos de casos;
g) manter o respeito e a dignidade na relação profissional para a harmonia da classe e a manutenção do conceito público.

Capítulo V – Dos instrumentos

Artigo 12º
São instrumentos da Psicopedagogia aqueles que servem ao seu objeto de estudo – a aprendizagem. Sua escolha decorrerá de formação profissional e competência técnica, sendo vetado o uso de procedimentos, técnicas e recursos não reconhecidos como psicopedagógicos.

Capítulo VI – Das publicações científicas

Artigo 13º
Na publicação de trabalhos científicos deverão ser observadas as seguintes normas:
a) as discordâncias ou críticas deverão ser dirigidas à matéria em discussão e não ao seu autor;
b) em pesquisa ou trabalho em colaboração, deverá ser dada igual ênfase aos autores e seguir normas científicas vigentes de publicação. Em nenhum caso o psicopedagogo se valerá da posição hierárquica para fazer publicar, em seu nome exclusivo, trabalhos executados sob sua orientação;
c) em todo trabalho científico devem ser indicadas as referências bibliográficas utilizadas, bem como esclarecidas as ideias, descobertas e as ilustrações extraídas de cada autor, de acordo com normas e técnicas científicas vigentes.

Capítulo VII – Da publicidade profissional

Artigo 14º
Ao promover publicamente a divulgação de seus serviços, deverá fazê-lo com exatidão e honestidade.

Capítulo VIII - Dos honorários

Artigo 15º
O psicopedagogo, ao fixar seus honorários, deverá considerar como parâmetros básicos as condições socioeconômicas da região, a natureza da assistência prestada e o tempo despendido.

Capítulo IX – Da observância e cumprimento do Código de Ética

Artigo 16º
Cabe ao psicopedagogo cumprir este Código de Ética.
Parágrafo único
Constitui infração ética:
a) utilizar títulos acadêmicos e/ou de especialista que não possua;
b) permitir que pessoas não habilitadas realizem práticas psicopedagógicas;
c) fazer falsas declarações sobre quaisquer situações da prática psicopedagógica;
d) encaminhar ou desviar, por qualquer meio, cliente para si;
e) receber ou exigir remuneração, comissão ou vantagem por serviços psicopedagógicos que não tenha efetivamente realizado;
f) assinar qualquer procedimento psicopedagógico realizado por terceiros, ou solicitar que outros profissionais assinem seus procedimentos.
Artigo 17º
Cabe ao Conselho Nacional da ABPp zelar, orientar pela fiel observância dos princípios éticos da classe e advertir infrações se necessário.
Artigo 18º
O presente Código de Ética poderá ser alterado por proposta do Conselho Nacional da ABPp, devendo ser aprovado em Assembleia Geral.

Capítulo X – Das disposições gerais

Artigo 19º
O Código de Ética tem seu cumprimento recomendado pelos Conselhos Nacional e Estaduais da ABPp.
O presente Código de Ética foi elaborado pelo Conselho Nacional da ABPp do biênio 1991/1992, reformulado pelo Conselho Nacional do biênio 1995/1996, passa por nova reformulação feita pelas Comissões de Ética triênios 2008/2010 e 2011/2013, submetida para discussão e aprovado em Assembleia Geral em 05 de novembro de 2011.

Por que regulamentar a Psicopedagogia como profissão?

REGULAMENTAÇÃO

Por que regulamentar a Psicopedagogia como profissão?
- A formação do Psicopedagogo, no Brasil, vem ocorrendo em caráter regular e oficial, desde a década de setenta em instituições universitárias. Esta formação foi regulamentada pelo MEC em cursos de pós-graduação e especialização, com carga mínima de 360 horas, sendo que a maioria dos cursos são oferecidos com 720 horas ou mais. Atualmente existem cursos oficiais nos estados: Amazonas, Pará, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte.
- A clientela desses cursos é constituída por profissionais que buscam especializar-se no estudo do processo de ensino-aprendizagem, objetivando atuar nos seguintes campos: clínico , institucional (seja escola, hospital ou empresa) e pesquisa .
- Os problemas de aprendizagem foram inicialmente pesquisados na área médica e tratados por educadores especializados. A Psicopedagogia formaliza atualmente a área que lida com a compreensão e o tratamento dos problemas de aprendizagem ampliando o foco através da contribuição de outras áreas do conhecimento como a Didática, Lingüística, Psicanálise, Psicologia, Filosofia, Sociologia, entre outras.
- Nenhuma das graduações existentes atualmente contempla a especificidade da formação deste profissional e nenhuma das graduações alcança a totalidade da dimensão do processo de aprendizagem.
- Em vista disto, a comunidade científica criou cursos de pós-graduação e especialização em Psicopedagogia para atender à demanda do mercado.
- Portanto, o que se pretende neste momento, é oficializar o que já existe de fato, através da regulamentação da profissão: isto permitiria a normatização da formação e exercício profissional, além de estender este atendimento à população de baixa renda, através de convênios de assistência médica e sistemas públicos de saúde e educação.
Conselho Nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia
São Paulo, 01 de setembro de 1997.
ct. 33/97
Revisto pela Comissão de Divulgação do triênio 2002/04
São Paulo, 19 de agosto de 2002

Regulamentação da Psicopedagogia

 SENADO FEDERAL

Secretaria-Geral da Mesa

Acompanhamento de Matérias

As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 10/04/2012

SF PLC 00031 2010

Ementa: Dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia. ...

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Devolvido pelo gabinete do relator, Senador Randolfe Rodrigues, atendendo à solicitação desta Secretária.

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Comissão, reunida no dia 27/03/12, aprova Requerimento nº 17/12 - CE, anexado às fls. 31 a 32, de autoria do Senador Randolfe Rodrigues, propondo a realização de Audiência Pública para instruir o presente projeto. A matéria fica sobrestada aguardando realização de Audiência Pública.

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Comissão, reunida no dia 03/04/12, aprova o Requerimento nº 22/12-CE, anexado à fl. 33, de autoria do Senador Cyro Miranda, em aditamento ao Requerimento nº 17/12-CE, propondo a inclusão do nome da Srª. Luciana Barros de Almeida, Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, no rol de convidados da Audiência Pública.

10/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: MATÉRIA COM A RELATORIA

Como vcs viram vai ser marcado uma audiência pública, temos que nos mobilizar, e quando for marcado esta audiência, quem não puder participar, esforçarse para avisar os colegas de Brasilia para que compareçam.


Convidamos a todos os psicopedagogos, bem como todos aqueles que reconhecem a importância da Psicopedagogia a assinar o manifesto que se encontra no site da ABPp www.abpp.com.br.

segunda-feira, março 12, 2012

Regulamentação da profissão!

Informações a respeito da regulamentação de nossa profissão, (Psicopedagoga) pois bem, o projeto foi aprovado na Camâra Federal e encontra-se atualmente no Senado Federal, o qual já foi aprovado em algumas comissões. 
Para quem pretende atuar profissionalmente temos que usar o código de ocupação da profissão do psicopedagogo, registrado no Ministério do Trabalho sob número 2394-25, também podemos usá-lo no alvára da prefeitura ou para emitir o RPA, recibo profissional autonômo.
Mais informações no e-mail:
atendimento@psicopedagogavaleria.com.br

sábado, janeiro 07, 2012

Atribuições do Psicopedagogo Segundo o MINISTÉRIO DO TRABABALHO


Você sabia que a Psicopedagogia é reconhecida junto ao Ministério do Trabalho? 
Sob o Código Número 2394-25 da CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, classifica na categoria dos Programadores, avaliadores e orientadores de ensino.  

Têm a seguinte DESCRIÇÃO e ATIVIDADES:
Descrição Sumária
Implementam, avaliam, coordenam e planejam o desenvolvimento de projetos pedagógicos/instrucionais nas modalidades de ensino presencial e/ou a distância, aplicando metodologias e técnicas para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Atuam em cursos acadêmicos e/ou corporativos em todos os níveis de ensino para atender as necessidades dos alunos, acompanhando e avaliando os processos educacionais. Viabilizam o trabalho coletivo, criando e organizando mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, facilitando o processo comunicativo entre a comunidade escolar e as associações a ela vinculadas.

Formação e experiência
O exercício dessas ocupações requer curso superior na área de educação ou áreas correlatas. O desempenho pleno das atividades ocorre após três ou quatro anos de exercício profissional.


Condições gerais de exercício
Atuam em atividades de ensino nas esferas públicas e privadas. São estatutários ou empregados com carteira assinada; trabalham tanto individualmente como em equipe interdisciplinar, com supervisão ocasional, em ambientes fechados e em horários diurno e noturno. Em algumas atividades podem trabalhar sob pressão, levando-os à situação de estresse.

 Atividades a serem desenvolvidas:

IMPLEMENTAR A EXECUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO/INSTRUCIONAL
- Acompanhar o desenvolvimento do trabalho docente/autor
- Assessorar o trabalho docente
- Administrar a progressão da aprendizagem
- Observar o processo de trabalho em salas de aula
- Visitar rotineiramente as escolas
- Acompanhar a produção dos alunos
- Acompanhar a trajetória escolar do aluno
- Elaborar textos de orientação
- Produzir material de apoio pedagógico
- Observar o desempenho das classes
- Analisar o desempenho das classes
- Reunir-se com conselhos de classe
- Observar conselhos de classe e de escola
- Analisar as reuniões de conselho de classe e de escola
- Analisar a execução do plano de ensino e outros regimes escolares
- Sugerir mudanças no projeto pedagógico
- Coordenar projetos e atividades de recuperação da aprendizagem
- Fiscalizar o cumprimento da legislação e do projeto pedagógico
- Coletar diferentes propostas de coordenação, supervisão e orientação como subsídios
- Administrar recursos de trabalho
- Administrar conflitos disciplinares entre professores e alunos
- Intervir na aplicação de medidas disciplinares
- Aplicar sanções disciplinares em consonância com o regimento escolar
- Emitir pareceres para autorização de escolas particulares
- Organizar encontro de educandos
- Interpretar as relações que possibilitam ou impossibilitam a emergência dos processos ensinar.


AVALIAR O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO PEDAGÓGICO/INSTRUCIONAL
- Construir sistema de avaliação
- Construir instrumentos de avaliação
- Valorizar experiências pedagógicas significativas
- Detectar eventuais problemas educacionais
- Propor soluções para problemas educacionais detectados
- Assegurar-se da consonância da concepção de avaliação com os princípios do projeto pedagógico
- Possibilitar a avaliação da escola pela comunidade
- Avaliar o desempenho das classes/turmas
- Avaliar o processo de ensino e de aprendizagem
- Verificar o cumprimento das metas
- Avaliar a instituição escolar
- Participar da avaliação proposta pela instituição
- Avaliar o desempenho profissional dos educadores
- Avaliar a implementação de projetos educacionais
- Avaliar os planos diretores
- Participar das avaliações externas
- Avaliar os processos de maturação cognoscitiva, psicomotora, lingüística e grafoperceptiva da criança
- Propor ações que favoreçam a maturação da criança
- Elaborar projetos de recuperação de aprendizagem
- Analisar resultados das avaliações
VIABILIZAR O TRABALHO COLETIVO
- Criar mecanismos de participação/interação
- Criar espaços de participação/interação
- Organizar os espaços e os mecanismos de participação/interação
- Estruturar os tempos pedagógicos
- Estimular a participação dos diferentes sujeitos
- Equalizar informações
- Contribuir para que as decisões expressem o coletivo
- Estimular a transparência na condução dos trabalhos
- Organizar reuniões com equipes de trabalho
- Valorizar a participação das famílias e dos alunos no projeto pedagógico
- Estimular a participação nas instituições associativas
- Criar e recriar normas de convivência e procedimentos de trabalho coletivo
- Planejar reuniões com equipes de trabalho
- Formar equipes de trabalho
- Promover estudos de caso
COORDENAR A (RE) CONSTRUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO/INSTRUCIONAL
- Levantar necessidades educacionais e sociais
- Caracterizar o perfil dos alunos
- Fornecer subsídios para reflexão das mudanças sociais, políticas, tecnológicas e culturais
- Contextualizar historicamente a escola
- Levantar recursos materiais, humanos e financeiros
- Identificar os princípios norteadores da escola/instituição
- Explicitar os princípios norteadores do projeto pedagógico
- Estabelecer sintonia entre a política educacional do país e o projeto pedagógico da escola
- Fornecer subsídios teóricos
- Traçar objetivos educacionais
- Traçar metas educacionais
- Planejar ações de operacionalização
- Articular a ação da escola com outras instituições
- Articular a ação conjunta da escola com as instituições de proteção à criança e ao adolescente
- Assessorar as escolas no planejamento e no atendimento à demanda por vagas
- Administrar a demanda por vagas
- Participar da elaboração e reelaboração de regimentos escolares
- Buscar assessoria para viabilizar o projeto pedagógico/instrucional
- Assessorar as escolas/instituições
- Estabelecer sintonia entre as teorias de aprendizagem e as modalidades de ensino
- Promover o estabelecimento de relações que favoreçam a significação do docente, do discente, da instituição escolar e da família
ELABORAR PROJETO INSTRUCIONAL
DESENVOLVER PROJETO PEDAGÓGICO/INSTRUCIONAL
- Orientar autor sobre projeto pedagógico/instrucional
- Mediar informações entre autor e equipe de produção
- Participar da criação do projeto gráfico
- Roteirizar material
- Elaborar roteiro visual (storyboard)
- Adequar linguagem textual e imagética
- Elaborar atividades
- Garantir a integridade instrucional
- Compatibilizar carga horária por atividades
- Orientar equipe de produção
- Acompanhar equipe de produção
- Acompanhar processo de revisão
- Descrever estrutura do ambiente de aprendizagem
- Validar material revisado
- Realizar controle de qualidade
- Validar produto final
PROMOVER A FORMAÇÃO CONTÍNUA DOS PROFISSIONAIS
- Formar-se continuamente
- Atualizar-se continuamente
- Estudar continuamente
- Pesquisar os avanços do conhecimento científico, artístico, filosófico e tecnológico
- Pesquisar práticas educativas
- Aprofundar a reflexão sobre as teorias da aprendizagem
- Aprofundar a reflexão sobre currículos e metodologias de ensino
- Aprofundar a reflexão sobre o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos
- Selecionar referencial teórico
- Selecionar bibliografia
- Organizar grupos de estudos
- Promover trocas de experiências
- Orientar atividades interdisciplinares
- Promover cursos, oficinas e orientação técnica na escola e inter escolas
- Participar de cursos, seminários e congressos
- Participar de fóruns: acadêmicos, políticos e culturais
- Registrar a produção do conhecimento sobre a prática educacional
COMUNICAR-SE
- Olhar com intencionalidade pedagógica
- Expressar-se com clareza
- Socializar informações
- Divulgar deliberações
- Elaborar relatórios
- Sistematizar registros administrativos e pedagógicos
- Emitir pareceres
- Entrevistar
- Divulgar resultados de avaliação
- Divulgar experiências pedagógicas
- Publicar experiências pedagógicas
 - Organizar encontros, congressos e seminários
- Dominar a língua portuguesa
DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS
- Compreender o contexto
- Respeitar as diversidades
 - Criar espaços para o exercício da diversidade
 - Respeitar a autoria do educador
 - Respeitar a autonomia do educador
 - Criar clima favorável de trabalho
 - Demonstrar capacidade de observação
  - Trabalhar em equipe
  - Administrar conflitos
  - Intermediar conflitos entre a escola e a família
  - Interagir com os pais
  - Coordenar reuniões
  - Dimensionar os problemas
  - Estimular a solidariedade
  - Respeitar a alteridade
  - Estimular a criatividade
  - Estimular o senso de justiça
  - Estimular o senso crítico
  - Estimular o respeito mútuo
  - Estimular valores estéticos
  - Desenvolver a auto-estima
  - Estimular a cooperação
  - Administrar tempo
  - Auto-avaliar-se
  - Demonstrar criatividade
  - Demonstrar pró-atividade
  - Demonstrar versatilidade
  - Demonstrar flexibilidade
Materiais a serem utilizados:
Papéis
Giz, lápis, canetas
Livros, periódicos, jornais, revistas impressos e
computadores, scaner, impressora, multimídia
Máquina de escrever
Tintas: guache, aquarela,
Mesas, cadeiras, estantes, armários
Arquivos
Softwares, disquetes, cd rom
Apagadores
Dvd
Filmadora
Máquina fotográfica
Retroprojetor, transparências
Tv, aparelho de videocassete
Copiadora
Datashow
Projetor de slides
Flipchart
Sucata
Fitas com filmes em vídeo, fitas cassetes,
Jogos didáticos
Telefone, fax
Microfone, aparelho de som, gravadores
Lousas branca, giz, magnética, quadros
Web cam
Internet
Pen drive
Teleconferência
Ava (ambiente virtual de aprendizagem)
Lms (plataforma/aplicativo)