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segunda-feira, julho 18, 2011

LINHAS E METODOLOGIA

  1. Construtivismo
  2. Tradicional
  3. Montessori
  4. Freinet
  5. Global
  6. Waldorf
  7. Inteligências Múltiplas

CONSTRUTIVISMO
Construtivismo encontra as suas bases nas pesquisas de Jean Piaget sobre a construção do conhecimento (Epistemologia genética), afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre "a origem e evolução da inteligência" que também se constrói na interação do sujeito com o mundo, considerando os fatores biológicos (maturação do sistema nervoso), experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio nessa construção. Nesse processo, o indivíduo é o motor ativo e coordenador do seu próprio desenvolvimento.
Segundo Terezinha Nunes, "talvez a contribuição mais significativa que o construtivismo já ofereceu à alfabetização (foi) auxiliar as alfabetizadoras na tarefa de compreender as produções da criança e saber respeitá-las como construções genuínas, indicadoras de progresso, e não como erros absurdos. Nesse sentido, podem-se destacar dois momentos em alfabetização: antes e depois dos trabalhos de Emilia Ferreiro.
Quando falamos de "construtivismo e família", podemos citar Schnitman (1986), quando diz, que a realidade se constrói na interação de grupos sociais que atuam em forma relativamente coordenada. Estes grupos através de sua prática organizam paradigmas cognitivos-emocionais, que vão organizar sua atividade atual e futura.
Segundo Schnitman: "O construtivismo é uma teoria post- objetiva do conhecimento que defende que o observador participa de suas observações e que constrói e não descobre uma realidade, questionando assim os conceitos de verdade, objetividade e realidade".( Texto não publicado).
Para Goolishian (1989), que hoje defende uma posição mais radical conhecida como construcionismo ( é um ramo do construtivismo que valoriza especialmente a linguagem. É também chamado de construtivismo social, daí a utilização genérica que fazemos do termo construtivismo), a família, como todos os outros sistemas, é um Sistema Determinado pelo Problema e fazem parte da família pessoas que falam sobre o problema, não tendo portanto uma realidade em si.
Dentro do construtivismo existem porém, os menos extremados como Dora F. Schnitman (1986), que se preocupam com o sistema familiar em si e que chamam a atenção para a existência, na terapia familiar, de uma dialética que existe entre a prática social organizada e premissas cognitivo-emocionais, já que esta disciplina apresenta formulações pertinentes a ambas. A recursividade entre as regras de interação e o paradigma familiar (sistema de premissas compartilhadas que uma família emprega para configurar o mundo e coordenar as ações de seus membros - David Reis, 1981), mantém dinamicamente a organização familiar. Esta recursividade garante a relação da família com seu contexto e que ela tenha um certo grau de regularidade, consistência e coordenação.
Quando a relação entre a prática da família e o seu paradigma é relativamente congruente, seus membros atuam em forma coordenada, com um sentido de identidade e predictibilidade, baseado no consenso e atuam de forma implícita. A família, porém, como todo grupo social, não mantém seu paradigma e sua prática totalmente imutável, mas se modifica, construindo-se através dos tempos.
Esta capacidade da família de criar novas formas de ação social e novas idéias é tão importante como sua habilidade para conservá-las porque depende deste jogo a sua adaptabilidade. Esta dialética entre o repetir e o criar, o manter e o mudar, ingredientes do pensamento sist6emico e construtivista é essencial para entender a dinâmica da organização familiar.
Schnitan destaca a importância dos contextos de desvio (novidades, desordem, acaso) com respeito às regras e premissas habituais, como o "locus"da transformação do sistema familiar.
Para Schnitman (1986), quando a família encontra um núcleo de premissas e padrões novos que permitem ao mesmo tempo modificar-se e recuperar consenso, entretanto num estado chamado de nucleação, onde nova alternativa se estabelece progressivamente, facilitando uma reorganização, essa mesma família sai vencedora da crise.
Há famílias, porém, que têm dificuldades de passagem para uma nova forma de organização e tão pouco podem manter-se no funcionamento prévio, nem organizar-se e se instalam numa forma de funcionamento permanente, que chamamos de estado oscilatório. Aí há a necessidade de intervenções que procurem facilitar a organização de interações e premissas, que oferecem uma vantagem evolutiva, permitindo à família organizar-se. Para isto, é preciso passar por um processo de modificaçào da família onde se facilite o questionamento, a dúvida e o bloqueio da premissas prévias e a percepção da possibilidade de novas alternativas, que certamente não se estabelecerão de uma só vez, nem de uma vez para sempre.
É um processo contínuo de construção da realidade familiar.

TRADICIONAL
Utilização de técnicas para codificar/decodificar a escrita.
Tende a considerar a criança como diferente do adulto num ponto onde ela assemelha-se a ele.
Parte da premissa que a transmissão do conhecimento seria sempre a aula do professor e a aquisição do conhecimento seria pura memorização desta aula.
Tende a considerar a criança como semelhante ao adulto num outro ponto onde ela, justamente é diferente.
O paradoxal no Ensino Tradicional, é que, embora negue o valor dos esforços espontâneos e extra-escolares da criança e portanto negue, na prática, o valor de sua inteligência, ela a considera com capacidade de assimilação praticamente igual a de um adulto! É pelo menos o que se pode inferir de seu método: o professos fala, mostra, e teoricamente, a criança ouve, olha e compreende. Basta falar para poder compreender um discurso teórico.

MONTESSORI
Maria Montessori, fisioterapeuta e educadora, desenvolveu na Itália em 1907, um sistema educacional e materiais didáticos que despertassem interesse expontaneamente na criança, produzindo uma concentração natural nas tarefas, cujo objetivo era não cansar e não aborrecer a criança.
O que dava originalidade ao método, é que crianças ficam livres para se movimentarem pela sala de aula, utilizando o conjunto de materiais em um ambiente auto-educativo, multi-sensorial e de manipulação destes materiais aprendendo linguagem, matemática, ciências e prática de vida.
Enfatiza o aprendizado da leitura e da escrita mais cedo, com crianças antes da idade de 05 anos. Agrupam-se crianças de faixa etária diferentes, com diferença de até três anos. professor tem um papel de observador e catalizador.
O aprendizado auto motivado e individualizado, é a essência do método, que procura desenvolver a auto disciplina e a auto confiança.
Montessori baseou seu trabalho em um fisioterapeuta, Jean Itard e do psiquiatra Edouard Seguin.
Na alfabetização, método fonético. Passa-se à criança a letra e seu som. Associa-se o som a uma imagem conhecida.

GLOBAL
Tem como ponto de partida elementos significativos, unidades de sentido (palavras, sentenças ou contos) que, analisados em suas diferenças e semelhanças, levarão ao conhecimento dos elementos fonéticos. Este conhecimento habilitará o aluno a formar e identificar novas palavras.
Pode ser: Palavração, Sentenciação, Contos, Unidades de experiências.

FREINET
Célestin Freinet desenvolveu seu método a partir da prática como professor.
Percebendo a separação radical entre a vida e o ensino, tirou os alunos da sala de aula, levando-os a passear pela cidade, ao voltar cada um contava o que via, o que havia descoberto e o que gostaria de conhecer, utilizando esses interesses para ensinar. Freinet queria que os alunos desenvolvessem a capacidade de criação e expressão a partir do texto elaborado, opondo-se as restrições impostas pela escola tradicional.
Este trabalho além de envolver todo o grupo, passou a trocar suas experiências também com outras escolas e com a família.

WALDORF
Criado na Alemanha, em 1919, por Rudolf Steiner. No primeiro período, o aluno aprende por imitação, de maneira extremamente eficiente mas pouco consciente. Entre 7 e 14 anos de vida emotiva substitui a imitação, e até 21 anos, a aprendizagem torna-se plenamente cognitiva.
O aluno Waldorf aprende de pessoas, não de livros. Ele procura vivências, não conhecimento crítico mais severo, e o objetivo do trabalho de um professor deve ser ele mesmo"
"Ninguém pode ser um bom educador se não conhece a fundo a natureza humana e as leis segundo as quais ela se desenvolve."

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
Pesquisando o cérebro e pacientes com lesões cerebrais, Howard Gardner professor norte-americano, especialista em educação e neurologia pela Harvard, percebeu que o que se chama de "inteligência"não se refere apenas a capacidade de entender alguma coisa, mas também à criatividade e à compreensão.
A principal mudança é o respeito ao desenvolvimento das diferentes inteligências, no sistema de avaliação.
Inteligência não é apenas a capacidade de entender alguma coisa, mas também criatividade e compreensão.

sexta-feira, julho 01, 2011

A CASINHA FELIZ
A Casinha Feliz
Iracema Meireles
Eloisa Meireles

Iracema e Eloisa Meireles, educadoras experientes, criaram um método efetivo e lúdico de alfabetização. Com A Casinha Feliz, as crianças vão fazendo as suas descobertas e entendendo as relações entre sons e símbolos. O resultado é imediato: desde o início da aprendizagem, os alunos começam a ler palavras e frases novas.

Saiba mais sobre o Método Iracema Meireles

Alfabetização pode ser uma gostosa brincadeira

A Casinha Feliz é um conto infantil que mostra a vida de uma família e envolve as crianças na fascinante aventura da leitura e da escrita de forma lúdica e criativa, transformando a sala de aula num espaço interativo de aprendizagem, sonho de todo educador.

O método proposto pela Casinha Feliz – Método Iracema Meireles – adota a concepção fônica do ensino da leitura, que é usada em todos os países de escrita alfabética e a que dá melhores resultados, segundo pesquisas nacionais e internacionais, como aquelas mencionadas no Livro do Professor de A Casinha Feliz e neste site www.acasinhafeliz.com.br

O Método Iracema Meireles difere dos outros fônicos porque apresenta as letras associadas a figuras que sugerem sons: as figuras-fonema. No uso da figura-fonema reside o segredo da eficácia do método.

A rapidez com que os alunos se alfabetizam favorece sua autonomia e abre imensas possibilidades ao desenvolvimento da leitura e à produção de diferentes tipos de texto.

A sala de aula de A Casinha Feliz deve ser, desde o primeiro dia, o lugar do livro de história, da gravura, do poema, do texto ilustrado pelas crianças, da pesquisa no jornal e na revista, das lendas, das parlendas, das adivinhações, do desenho, da pintura, da música, da expressão do pensamento e do diálogo.

Os professores, com seus conhecimentos específicos, saberão explorar, mais que ninguém, todo o potencial do Método Iracema Meireles, que tem se mostrado excelente na alfabetização de crianças e adultos, mesmo aqueles com dificuldade de aprendizagem.

A nova Casinha Feliz já vem com as histórias que apresentam o conteúdo das 12 lições básicas. Estas histórias devem ser lidas em voz alta pelo professor.

No Livro do Professor que acompanha A Casinha Feliz estão detalhadas as orientações necessárias para o uso do método. Além disso, o material complementar, a caixa de fantoches, a casa de madeira e o CD vão apoiar o trabalho dos professores e enriquecer o processo de aprendizagem dos alunos.

quadro
casinha

segunda-feira, junho 27, 2011

Cuidando de quem cuida!!

Curso: Cuidando de quem cuida

Para quem tiver as segundas-feiras pela manhã disponível.
Encontros: 04 de julho - 01 de agosto - 05 de setembro - 03 de outubro - 07 de novembro
Horário: 9h às 11h 30 min
Basta enviar email para: ensino@contemporaneo.org.br
Solicitar vaga e enviar os dados básicos como nome, ocupação, telefone, etc...
Telefone para contato: 30195344
Endereço: rua Casemiro de Abreu 651- Porto Alegre

É isto amigas... Caso se interessem, aproveitem é gratuito, qualquer dúvida até sábado. Um abraço Berenice

segunda-feira, junho 20, 2011

Sir Ken Robinson: Bring on the learning revolution! | Video on TED.com

Sir Ken Robinson: Bring on the learning revolution! | Video on TED.com
Nessa comovente, engraçada continuação de sua celebrada palestra de 2006, Sir Ken Robinson defende uma mudança radical das escolas padronizadas para um aprendizado personalizado -- criando condições nas quais os talentos naturais das crianças possam prosperar.

sexta-feira, junho 17, 2011

TEDxLisboa - Teresa Serrenho - "Educar hoje as mentes abertas de amanhã"


Maria Teresa Serrenho, 54, began, at the age of 18, the teaching activity as a primary teacher.

Defender of Administrative Modernization, participated in the debate on education in Portugal sponsored by the National Education Council, and belongs to the Council attached to the Ministry of Education Education.

She focus her attention on the urgent and imperative need to change the paradigm of the school, building a more creative and interventional School, which meets the needs of our youth and our society , a school where you feel the responsibility to change.

In this search of a key promoter of change, got to know Six Thinking Hats® method. Then, managed to have training to all teachers within one year, becoming the first Group of Schools in Portugal to introduce, in a formal manner, thinking skills in the classroom.

TEDxLisboa - Pedro Salgueiro - "Tecnologia na Educação"

segunda-feira, junho 13, 2011

Florais de Bach na Psicopedagogia

   Os florais e Dr. Bach

Entre 1939 e 1936, um médico inglês chamado Dr. Edward Bach, observou que as doenças eram originárias das alterações e desequilíbrios emocionais. Diante desta descoberta, desenvolveu um método de cura natural utilizando as essências das flores silvestres. Dr. Bach selecionou 38 essências florais constituindo-se num sistema de cura completo da mente através do qual é possível equilibrar aspectos positivos e negativos da cada personalidade, com o objetivo de deixar-nos mais saudáveis.
Os remédios baseados nas essências florais não causam nenhum tipo de dependência orgânica ou psíquica, nem efeitos colaterais sendo inclusive reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde podendo ser utilizados junto a outros métodos terapêuticos.
  Outros florais:

Além dos florais de Bach existem outros tipos de florais como os californianos, os florais de minas, os australianos que poderão ser utilizados separadamente ou misturados.
  Florais na psicopedagogia:
Os florais, na psicopedagogia, tem o objetivo de auxiliar como complemento no tratamento, não dispensando de forma alguma a intervenção do psicopedagogo.
É importante lembrar que os florais só deverão ser ministrados após o diagnóstico, para que possamos identificar o que o sujeito realmente necessita. Se percebermos, na anamnese, que a mãe ou o pai necessita de algum floral podemos também recomendar.
Devemos, antes de receitar um floral, explicar o que são os florais e perguntar se desejam que o paciente seja medicado com florais e se desejam também para si (os pais ou responsáveis), se for o caso.
  Período:

Durante 45 dias para uma reavaliação. Este é um tempo suficiente para já se notar uma melhora. Caso contrário, é importante uma reavaliação com o terapeuta.
  Uso com outros medicamentos:
Não há problemas em usar juntamente com remédios alopáticos. Na terapia floral não tratamos a doenças, mas as causas que podem estar levando o sujeito a ficar doente.
  Outras formas de composição:
Podemos encontrar além dos frascos, florais em creme como o de Bach e o Exultat Gellu), em emplastos ou pingado diretamente sobre a pele. Para purificar o ambiente podemos encontrar em forma de sprays e incensos. Pode-se colocar na água que será bebida por um grupo como a família.
É importante lembrar que o tratamento com os florais deverá ter acompanhamento de um terapeuta.
Algumas das indicações:
- Dificuldades de aprendizagem
- Dificuldade de concentração
- Adaptação
- Medos
- Dislexia
- Memória
- Impulsividade/hiperatividade
- Insônia
- Baixa auto-estima
- Timidez
- Relacionamentos familiares
- Agressividade
- Dentre outros

Estratégias para professores


Estratégias para professores sobre como lidar com comportamentos desatentos, hiperativos/impulsivos dentro da sala de aula.

domingo, junho 05, 2011

CASINHA MADEIRA MÉDIA VARIAS CORES


Medidas da casinha fechada: Altura 30cm, comprimento 30cm, largura 24cm.
Material: M.D.F. Acompanha mobiliário com 21 peças para sala de estar, cozinha, banheiro, 2 quartos e sala de jantar.
Opções de cor:  Amarela, azul, Verde, laranja, lilas, rosa e vermelha.

quarta-feira, maio 11, 2011

A Onda (Die Welle) Trailer LEGENDADO

Como Estrelas na Terra - Toda criança é especial!!

Titulo Original: Taare Zameen Par – Every Child is Special
Título Traduzido: Como Estrelas Na Terra-Toda Criança É Especia
Gênero: Drama
Duração: 2h42min
Diretor
: Aamir Khan
Ano de Lançamento: 2007


Taare Zameen Par – filme da produção de Bollywood – conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan.

Wake up, everybody! It's 2011!

Wake up, everybody! It's 2011!

O título original é "Akeelah and the Bee". A HBO traduziu como "prova de fogo"!
Ele conta a história de uma menina de 11 anos, Akeelah, negra e de uma família de classe baixa, que estuda numa escola muito carente e não tem nenhum estímulo pra assistir as aulas devido à falta de desafios para ela, um coach de crianças para o famoso concurso do spelling bee a descobre e a ajuda a vencer todos os seus obstáculos, familiares, psicológicos e sociais para chegar à final nacional desse disputado e popular torneio de soletração nos Estados Unidos.
O mais bonito no filme é justamente essa luta contra os preconceitos, não só raciais, mas principalmente interiores, preconceitos que, as vezes, as pessoas têm contra elas mesmas, pessoas que não acreditam em si mesmas, que cedem à pressão da sociedade e se submetem aos seus rótulos.
Na primeira aula com esse coach, ele faz Akeelah ler a seguinte citação de Marianne Williamson:

“Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that most frightens us. We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous? Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you. We are all meant to shine, as children do. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It's not just in some of us; it's in everyone. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.”
Traduzindo...

"Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Bancar o pequeno não serve ao mundo. Não há iluminação em se encolher para que outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor. Somos todos feitos para brilhar, como fazem as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós.Não é apenas em alguns de nós, está em todos. E quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Quando nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente liberta os outros. "

Hoje deixo como mensagem a canção Wake Up Everybody, que em 2010 ganhou uma belíssima versão de John Legend com o grupo The Roots.
Composta por Teddy Pendergrass, morto em janeiro de 2010, a música foi lançada em 1975 por sua banda, o Harold Melvin & the Blue Notes, que também perdeu Bernard Wilson no último dia 26 de dezembro.
Esta música compõe a trilha musical desse filme: vale como indicação, não deixem de assisitir, pois o filme é comovente. Abaixo o link para download do filme.

Download – Prova De Fogo-Uma História De Vida

dd29b44b6b Download   Prova De Fogo Uma História De Vida
INFORMAÇÕES DO FILME
Ano de Lançamento: 2007
Gênero: Drama
Duração: 1h46min
Classificação Etaria: 12 Anos

Sinopse: Akeelah tem apenas 11 anos, mas um incrível talento com as palavras. Admirado com esse dom, o diretor de sua escola a inscreve num concurso regional de soletração e faz com que ela seja treinada por um professor com PhD em literatura, Dr. Larabee (Laurence Fishburne). Enfrentando a objeção de sua mãe, o ciúme de sua melhor amiga, as diferenças sociais e as dificuldades no relacionamento com o professor, Akeelah vai passando por todas as etapas do concurso, até ser classificada para a grande prova de fogo de sua vida – a final nacional em Washington.

Letra e tradução da música: Wake Up Everybody
Wake up everybody
No more sleepin' in bed

No more backward thinkin'

Time for thinkin' ahead
The world has changed
So very much
From what it used to be
There is so much hatred
War and poverty, whoa, oh

Wake up, all the teachers

Time to teach a new way

Maybe then they'll listen
To what'cha have to say
'Cause they're the ones who's coming up
And the world is in their hands
When you teach the children

Teach 'em the very best you can

The world won't get no better
If we just let it be
The world won't get no better
We gotta change it, yeah
Just you and me

Wake up, all the doctors
Make the old people well
They're the ones who suffer
And who catch all the hell
But they don't have so very long
Before their Judgment Day
So wont'cha make them happy
Before they pass away?

Wake up, all the builders

Time to build a new land

I know we can do it
If we all lend a hand
The only thing we have to do

Is put it in our minds

Surely things will work out

'Cause they do every time

The world won't get no better
If we just let it be
The world won't get no better
We gotta change it, yeah
Just you and me

It's the God hour
In the morning I wake up
Just for the breath of life I thank my maker
My mom say I come from hustlers and shakers
My mind builded on skyscrapers and acres
You say you'll take us back to where we belong
I try to write a song as sweet as the Psalms
Though I am the type to bear arms and wear my heart on my sleeve
Even when I fell in God I believed
We the days at
Weave through the maze and the season so amazing
Feed them and raise them

Seasons are Asian
Earthquakes, wars and rumours
I want us to get by
But we more than consumers

We more than shooters
We more than looters
Created in his image
So God live through us

And even in this generation livin' through computers
Only love, love, love can reboot us
Come on

Wake up, everybody
Wake up, everybody
Need a little help, y'all
Yes I do, need a little help

Need a little help, y'all

Wake up everybody
Wake up everybody
Wake up everybody
Acorda, pessoal
Chega de ficar enrolando na cama
Chega de ficar pensando na vida
É hora de pensar no futuro
O mundo mudou
Muito
Do que costumava ser
Há tanto ódio
Guerra e pobreza, oh, oh

Acordem, todos os professores
É hora de ensinar de uma nova maneira
Talvez então eles ouvirão
O que vocês têm a dizer
Porque são elas que estão chegando
E o mundo está nas mãos delas
Quando vocês ensinarem as crianças
Ensinem a elas o melhor que puder

O mundo não vai ficar melhor
Se o abandonarmos
O mundo não vai ficar melhor
Nós temos que mudar, é
Só você e eu

Acordem, todos os médicos
Deixem os idosos bem
São eles que sofrem
E que ficam com o inferno
Mas eles não têm muito tempo
Antes do dia do Juízo Final
Então por que você não os deixa felizes
Antes que eles morram?

Acordem, todos os construtores
É hora de construir uma nova terra
Sei que podemos fazer isso
Se todos dermos uma mão
A única coisa que temos que fazer
É colocarmos isso na nossa cabeça
Certamente as coisas vão dar certo
Elas funcionam toda vez

O mundo não vai ficar melhor
Se o abandonarmos
O mundo não vai ficar melhor
Nós temos que mudar, é
Só você e eu

É a hora de Deus
De manhã eu acordo
Só pelo sopro da vida já agradeço ao meu Criador
Mamãe diz que eu vivo do tráfico
Eu só penso em prédios e terras
Você diz que nos levará de volta ao nosso lugar
Tento escrever uma música doce como um salmo
Embora eu seja do tipo que carrega um fardo pesado e
abre o coração
Mesmo quando eu caí, eu acreditei em Deus
Nós somos os dias
Temos que percorrer o labirinto e a estação incrível
Temos que alimentá-las e criá-las
Estações são asiáticas
Terremotos, guerras e fofocas
Quero que a gente se dê bem
Mas nós somos mais do que meros consumidores
Somos mais do que atiradores
Mais do que saqueadores
Criados nessa imagem
Para que Deus viva através de nós
E mesmo nessa geração que só vive por computadores
Só o amor, amor, amor pode nos reiniciar
Vamos lá

Acorda, pessoal
Acorda, pessoal
Preciso de uma ajudinha, aí
Sim, preciso, preciso de uma ajudinha
Aí, pessoal, preciso de uma ajudinha
Acorda, pessoal
Acorda, pessoal
Acorda, pessoal

A onda - O poder de um professor!

Preste atenção em como os estudantes se envolvem de diferentes maneiras com a vivência sugerida durante as aulas - a maioria esquece que se trata de uma proposta pedagógica. E como o próprio professor se perde na condução do projeto, embevecido com o domínio que exerce sobre os jovens. Para refletir sobre o uso do poder. (Revista Gestão Escolar nº 8 jun/jul 2010 p.53).


O filme “A onda tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio nazista. Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan  “Poder, Disciplina e Superioridade”, um símbolo gráfico para representar “A onda”, etc.
O professor Ross se declara o líder do movimento da “onda”, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida no fanatismo d’A onda, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor ter perdido o controle da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar.
O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a  ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda , denuncia aos estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.
Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o poder de seus rituais, pode conscientizar os estudantes sobre o poder doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos. O uso de slogans, palavras de ordem e a adoração a um suposto “grande líder” se repetem na história da humanidade: aconteceu na Alemanha nazista, na Itália fascista, e também no chamado ‘socialismo real’ da União Soviética, principalmente no período stalinista, na China com a “revolução cultural” promovida por Mao Tsé Tung, na Argentina com Perón, etc. Ainda, recentemente, líderes neo-populistas da América Latina, valendo-se de um discurso tosco anti-americano, conseguem enganar uma parte da esquerda resistente a aprender com a história.  
Continua sendo atual o discurso do professor Ross, proferido no final de “A onda”:
“Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram. Ele está aqui mesmo em todos nós. Vocês perguntam: como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”.

Link para baixar o filme:
http://www.megaupload.com/?d=Z9NTTP1C