Segundo a literatura, existem habilidades que são mais prejudicadas na Deficiência Intelectual e outras na Dislexia. A observação adequada dessas dificuldades nos auxilia na obtenção de um diagnóstico mais preciso, nos permitindo ter uma visão diferencial de cada criança, verificando incoerências e determinando as melhores estratégias interventivas.
A Deficiência Intelectual (DI) é a principal patologia com relação à possibilidade de comorbidades apresentadas, ou seja, um indivíduo diagnosticado com deficiência intelectual pode apresentar-se com hiperatividade ou cometer trocas de letras com características disléxicas. No entanto, esses são sintomas "a mais" daquele quadro de deficiência intelectual, que deverá ser o diagnóstico principal. Um DI tem características muito variadas, dependendo do grau do acometimento, etiologia e estímulos recebidos. Algumas características neurolinguísticas e cognitivas:
Pouco, lento e pobre domínio visual de figuras;
Dificuldade com a orientação espacial e lateralidade;
Dificuldade em processar imagens vísuo-espaciais sem apoios concretos;
Falhas e empobrecimento no conteúdo do desenho;
Velocidade baixa de nomeação, com vocabulário empobrecido;
Rebaixamento nas memórias imediatas visuais e auditivas;
Pouca compreensão de ordens complexas, que envolvam abstrações e classificações;
Lentidão e empobrecimento sintático na formação de frases;
Dificuldade em alternar ordens num jogo;
Atraso na aprendizagem dos números e cálculos matemáticos;
Falhas de consciência fonológica e elementos sonoros individuais;
Atraso na aprendizagem das letras e fonemas;
Trocas de letras aleatórias, omissões e inserções variadas;
Leitura lenta, silabada e com baixa compreensão;
Escrita com caligrafia lenta, disgráfica e com baixa estruturação sintática e inteligibilidade.
Já os indivíduos disléxicos tendem a apresentar :
Falho e lento domínio visual;
Falho domínio vísuo-espacial e lateralidade;
Pobreza de detalhes no desenho;
Confusão léxica de nomeação de figuras;
Inversões, omissões ou trocas por sinônimos em memória visual e auditiva - pior para auditiva;
Falta de objetividade e clareza na classificação de objetos;
Falta de clareza na elaboração oral;
Confusão ou esquecimento de ordens complexas;
Dificuldades importantes de consciência fonológica, principalmente envolvendo soletração e rimas;
Facilidade com cálculos simples;
Atraso na aprendizagem dos fonemas e aquisição da leitura;
Trocas e confusão entre letras surdas e sonoras;
Predomínio da rota fonológica de leitura ou lexical equivocada - com invenções de palavras;
Escrita disgráfica, com omissões e trocas de letras recorrentes.
Fonte: Protocolo de Investigação Neurolinguística - Renata Jardini e Lydia S. Ribeiro Ruiz
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terça-feira, junho 09, 2015
sexta-feira, abril 25, 2014
sexta-feira, outubro 18, 2013
ORIENTAÇÕES PARA O TRABALHO COM O DISLÉXICO NA ESCOLA
Autora: Sônia Moojen

Antes da análise das acomodações necessárias ao disléxico na escola, é fundamental um esclarecimento sobre as características fundamentais da Dislexia Evolutiva ou Transtorno Severo da Aprendizagem da Leitura e Escrita.
A dislexia
Os disléxicos
ORIENTAÇÃO À ESCOLA
É imprescindível que todo disléxico receba um tratamento específico. Mas é crucial que, ao mesmo tempo, se atenda em aula seu problema. A seguir, serão recomendadas uma série de normas que deverão ser individualizadas para cada caso, com o objetivo de otimizar o seu rendimento e, ao mesmo tempo, tentar evitar problemas de frustração e perda de autoestima, muito frequentes nos disléxicos.
1) Atitudes:
2) Proposta de ação pedagógica:
3) Aprendizagem de línguas estrangeiras:
4) Avaliação escolar
A autora é Pedagoga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica. Mestre em Educação: Psicologia Escolar, UFRGS, 1976. Professora universitária UFRGS, UNIFRA, URI (Erechim e Frederico Westphalen) nas disciplinas dos cursos de Especialização em Psicopedagogia Terapêutica. Autora do livro A escrita ortográfica na escola e na clínica; do Confias - Consciência fonológica Instrumento de avaliação sequencial, participação em capítulos de livros tais como: Transtornos da aprendizagem: aspectos neurobiológicos e multidisciplinares; dentre outros.
BIBLIOGRAFIA
ARTIGAS, Josep. Quince cuestiones basicas sobre la dislexia. Conferences Topic: neuropediatrics. Educational sit: www.uninet.edu/union99/congress/confs/npd/
MOOJEN, S. A escrita ortográfica na escola e na clínica: Teoria, avaliação e tratamento. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2009.
MOOJEN E FRANÇA: Visão fonoaudiológica e Psicopedagógica da Dislexia. In ROTTA, OHLWEILER & RIESGO: Transtornos de Aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar, POA, Artmed, 2006.
RUEDA, Mercedes: La lectura: adquisición, dificultades e intervención, Salamanca, Amaru, 1995.
SANCHEZ, Emilio. A Aprendizagem da leitura e seus problemas – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org). Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 7, 1995.
SANCHEZ, Emilio. Estratégias de Intervenção nos problemas de leitura – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org). Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 8, 1995.
SANCHEZ, Emilio. As dificuldades na aprendizagem da leitura. In: BELTRAN, SANTIUSTE.Dificultades de Aprendisaje. Madrid, Sintesis, 1997.
SANCHEZ, Emilio. El lenguaje escrito y sus dificultades: una visión integradora In: MARCHESI, COLL Y PALACIOS. Desarollo humano y Educación. Madrid, Allianza Editorial. 1999.

Antes da análise das acomodações necessárias ao disléxico na escola, é fundamental um esclarecimento sobre as características fundamentais da Dislexia Evolutiva ou Transtorno Severo da Aprendizagem da Leitura e Escrita.
A dislexia
- é um problema no processamento fonológico que afeta a leitura e a escrita, na ausência de problemas cognitivos (nível intelectual);
- é um transtorno específico nas operações implicadas no reconhecimento das palavras que compromete, em maior ou menor grau, a compreensão da leitura. Os disléxicos são mais lentos para ler palavras e pseudopalavras, beneficiando-se mais do contexto ao ler. Eles não automatizam plenamente as operações relacionadas ao reconhecimento de palavras, empregando mais tempo e energia em tarefas de leitura. A escrita ortográfica e a produção textual também estão comprometidas;
- afeta a um subconjunto, claramente minoritário, dos alunos com problemas na aprendizagem da leitura e escrita. Talvez não mais que 3% da população escolar;
- representa o extremo de um contínuo com a população normal. Os disléxicos não diferem qualitativamente dos sujeitos normo-leitores. Há uma continuidade entre ambos os grupos, sendo a dislexia mais adequadamente comparada com a obesidade (onde há graus) do que com o sarampo – que é algo que uma pessoa tem ou não – (Ellis, 1984);
- possui uma moderada evidência de origem genética (Rack e Olson, 1993).Os dados proporcionados pelo Projeto Colorado, onde foi estudada a incidência de problemas de leitura em gêmeos monozigóticos (de igual dotação genética) e gêmeos dizigóticos (que somente compartem parte da herança genética) parecem justificar a existência de uma moderada influência genética nas habilidades implicadas no reconhecimento de palavras. Entretanto, em alguns casos de dislexia evolutiva, não existe evidência alguma de antecedentes familiares que possam sugerir uma influência genética;
- tem um prognóstico reservado, constituindo-se em um problema persistente. O aluno disléxico que, evidenciando alto grau de adaptação escolar, consegue entrar na Universidade, apresenta dificuldades importantes na leitura de palavras não-familiares e, particularmente, muita dificuldade na escrita;
- requer um tratamento que envolve um processo lento, laborioso e sujeito a recaídas, conforme sugerem os dados de estudos longitudinais de sujeitos reabilitados (Rueda e Sanchez, 1994);
- requer uma equipe multidisciplinar para seu diagnóstico e tratamento.
Os disléxicos
- possuem capacidade intelectual normal (acima de 85 na escala WISC);
- tiveram escolarização adequada, ou seja, não trocaram de escola (língua materna) mais de 2 vezes nos três primeiros anos escolares e não faltaram mais de 10% de aulas nesta época;
- devem ter visão e audição normal ou corrigida;
- possuem um nível de adaptação psicossocial normal (Vellutino,1979; Siegel, 1993);
- não são portadores de problemas psíquicos ou neurológicos graves;
- estão atrasados na leitura e escrita, com relação a seus pares, com no mínimo dois anos, (se a criança tem mais de 10 anos) e um ano e meio (se tem menos desta idade).
ORIENTAÇÃO À ESCOLA
É imprescindível que todo disléxico receba um tratamento específico. Mas é crucial que, ao mesmo tempo, se atenda em aula seu problema. A seguir, serão recomendadas uma série de normas que deverão ser individualizadas para cada caso, com o objetivo de otimizar o seu rendimento e, ao mesmo tempo, tentar evitar problemas de frustração e perda de autoestima, muito frequentes nos disléxicos.
1) Atitudes:
- Dar a entender ao disléxico que seu problema é conhecido e que será feito o possível para ajudá-lo. Deve estar muito claro para o professor que o problema não é devido à falta de motivação ou à preguiça.
- Dar-lhe uma atenção especial e animar-lhe a perguntar em caso de alguma dúvida. Para tanto seria recomendável que o disléxico sentasse perto do professor para facilitar a ajuda.
- Comprovar sempre que o material oferecido para ler é apropriado para o seu nível leitor, não pretendendo que alcance um nível leitor igual aos dos outros colegas.
- Destacar sempre os aspectos positivos em seus trabalhos e não fazê-lo repetir um trabalho escrito pelo fato de tê-lo feito mal.
- Evitar que tenha que ler em público. Em situações em que isto é absolutamente necessário, oportunizar que ele prepare a leitura em casa.
- Aceitar que se distraia com maior facilidade que os demais, posto que a leitura lhe exige um grande esforço.
- Nunca ridicularizá-lo ou permitir que colegas o façam.
2) Proposta de ação pedagógica:
- Ensinar a resumir anotações que sintetizem o conteúdo de uma explicação
- Permitir o uso de meios informáticos, de corretores e de gravações.
- Permitir o uso de calculadora já que muitos disléxicos têm dificuldade para memorizar a tabuada. Ele necessita de mais tempo para fazer os cálculos já que não automatizou a tabuada.
- Usar materiais que permitem visualizações (figuras, gráficos, ilustrações) para acompanhar o texto impresso.
- Evitar, sempre que possível, a cópia de grandes textos do quadro de giz, dando-lhes uma fotocópia.
- Diminuir os deveres de casa, envolvendo leitura e escrita.
3) Aprendizagem de línguas estrangeiras:
- Considerando o esforço que os disléxicos fazem para dominar a fonologia de sua língua materna, é difícil também que eles dominem uma nova língua. Podem até ter habilidade para aprender oralmente a língua, mas o domínio da escrita é particularmente difícil. Schawytz (2006) sugere que, em caso de muita dificuldade, seja requerida isenção de língua estrangeira, substituindo essa disciplina pela elaboração de projetos independentes sobre conhecimentos relativos à cultura do país em que falam esta língua.
4) Avaliação escolar
- Realizar avaliações de forma oral, sempre que possível, – conduta válida em todos os níveis de ensino, particularmente no ensino superior.
- Prever tempo extra como recurso obrigatório, não opcional, pois a capacidade de aprender do disléxico está intacta e ele simplesmente precisa de tempo para acessá-la. Como o disléxico não automatizou a leitura, terá que ler pausadamente, com muito esforço e se apoiar nas suas habilidades mais altas de pensamento. Ele precisa utilizar o contexto para entender o significado da palavra, um caminho mais longo e indireto que requer tempo extra.
- Evitar a utilização de testes de múltipla escolha que, pelo fato de descontextualizarem as informações e reduzirem o tempo de execução, tornam-se muito difíceis para o disléxico. Estes testes não são indicadores do conhecimento adquirido por ele.
- As instruções devem ser dadas de forma breve já que a memória para mantê-las é fraca e o tempo de atenção reduzido. Instruções curtas evitam confusões.
- Valorizar sempre os trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros de escrita. Infelizmente não adianta o professor apontar o erro, pois o disléxico não grava a grafia correta.
- Oportunizar um local tranquilo ou sala individual para fazer testes ou avaliações para que o disléxico possa focar a sua atenção na tarefa que tem para realizar. Qualquer barulho ou distração atrapalhará a leitura, fazendo com que ele mude a atenção da leitura, o que interfere na performance do teste.
- É indicado o uso de calculadora, ou da tabela de multiplicação, em função de dificuldades de memorização de tabuada.
A autora é Pedagoga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica. Mestre em Educação: Psicologia Escolar, UFRGS, 1976. Professora universitária UFRGS, UNIFRA, URI (Erechim e Frederico Westphalen) nas disciplinas dos cursos de Especialização em Psicopedagogia Terapêutica. Autora do livro A escrita ortográfica na escola e na clínica; do Confias - Consciência fonológica Instrumento de avaliação sequencial, participação em capítulos de livros tais como: Transtornos da aprendizagem: aspectos neurobiológicos e multidisciplinares; dentre outros.
BIBLIOGRAFIA
ARTIGAS, Josep. Quince cuestiones basicas sobre la dislexia. Conferences Topic: neuropediatrics. Educational sit: www.uninet.edu/union99/congress/confs/npd/
MOOJEN, S. A escrita ortográfica na escola e na clínica: Teoria, avaliação e tratamento. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2009.
MOOJEN E FRANÇA: Visão fonoaudiológica e Psicopedagógica da Dislexia. In ROTTA, OHLWEILER & RIESGO: Transtornos de Aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar, POA, Artmed, 2006.
RUEDA, Mercedes: La lectura: adquisición, dificultades e intervención, Salamanca, Amaru, 1995.
SANCHEZ, Emilio. A Aprendizagem da leitura e seus problemas – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org). Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 7, 1995.
SANCHEZ, Emilio. Estratégias de Intervenção nos problemas de leitura – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org). Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 8, 1995.
SANCHEZ, Emilio. As dificuldades na aprendizagem da leitura. In: BELTRAN, SANTIUSTE.Dificultades de Aprendisaje. Madrid, Sintesis, 1997.
SANCHEZ, Emilio. El lenguaje escrito y sus dificultades: una visión integradora In: MARCHESI, COLL Y PALACIOS. Desarollo humano y Educación. Madrid, Allianza Editorial. 1999.
quarta-feira, março 06, 2013
Sintomas de Dislexia
Sempre
- Dificuldades com a linguagem;
- Problemas com a escrita;
- Dificuldades com a ortografia;
- Lentidão na aprendizagem da leitura.
Normalmente
- Disgrafia (letra feia);
- Discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de
símbolos e de decorar tabuada;
- Dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização;
- Dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar sequências de
tarefas complexas;
- Dificuldades para compreender textos escritos;
- Dificuldades em aprender uma segunda língua.
Algumas vezes
- Dificuldades com a linguagem falada;
- Dificuldade com a percepção espacial;
- Confusão entre direita e esquerda.
Pré -Escola
- Dispersão;
- Fraco desenvolvimento da atenção;
- Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
- Dificuldade em aprender rimas e canções;
- Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
- Dificuldade com quebra cabeça;
- Falta de interesse por livros impressos.
Idade Escolar (a falta de acompanhamento adequado nesta fase pode acarretar
prejuízos emocionais, sociais e profissionais)
- Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
- Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração
(sons iguais no início das palavras);
- Desatenção e dispersão;
- Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
- Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa
(ginástica, dança etc.);
- Desorganização geral, como constantes atrasos na entrega de trabalhos
escolares e perda de materiais escolares;
- Confusão entre esquerda e direita;
- Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc;
- Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e
vagas;
- Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções e recados;
- Dificuldades em decorar sequências, como meses do ano, alfabeto e tabuada;
- Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
- Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias);
- Troca de letras na escrita;
- Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
- Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o 'palhaço' da
turma;
- Bom desempenho em provas orais.
Adultos (caso não tenham passado por um acompanhamento adequado na infância)
- Continuada dificuldade na leitura e escrita;
- Memória imediata prejudicada;
- Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
- Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
- Dificuldade com direita e esquerda;
- Dificuldade em organização;
- Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como consequência:
depressão, ansiedade, baixa autoestima e, algumas vezes, o ingresso para as
drogas e o álcool.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Sinais de Dislexia nas diferentes fases da infância e escolarização
É importante destacar que a precocidade da identificação de alguns sinais de Dislexia são perceptíveis desde a pré-escola e, de acordo com SHAYWITZ (2006), o primeiro sinal de um problema de linguagem (e de leitura) pode ser o início tardio em começar a falar.
A seguir, serão elencadas algumas orientações, direcionadas especificamente aos educadores, com a finalidade de fornecer-lhes mais uma ferramenta, que possam auxiliá-los a identificar características que sugiram investigação específica, segundo SHAYWITZ (2006).
Na pré-escola observar as seguintes características e/ou dificuldades quando a criança começar a falar:
• Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns (quando o aluno não consegue decorar uma rima simples – “Um dois, feijão com arroz”);
• Falta de interesse pelas rimas;
• Palavras mal pronunciadas; persistência da chamada linguagem de bebê;
• Dificuldade em aprender e lembrar o nome das letras, cores e números;
• Deficiência em saber o nome das letras de seu próprio nome.
1º e 2º anos
• Deficiência em entender que as palavras podem ser divididas em partes (guarda-chuva), e que depois esta palavra pode ser dividida em duas palavras (com significados distintos) e por fim em sons;
• Incapacidade de aprender a associar letras e sons, incapaz de fazer a correspondência do grafema B ao som “B”;
• Erros de leitura que não demonstram conexão alguma dos sons com as letras (ler a palavra casa como pote);
• Incapacidade de ler palavras simples de uma só sílaba ou de pronunciar mesmo as palavras mais simples (pó, pá, meu, dói, ai, deu);
• Reclamações sobre o quanto é difícil ler, podendo sair do local ou esconder-se na hora da leitura;
• Histórico de problemas de leitura presentes em pais e irmãos.
Nesta fase, também devem ser observados indícios de pontos fortes, nos processos de pensamento, além daqueles de fala e leitura:
• Curiosidade;
• Grande imaginação;
• Capacidade de descobrir como as coisas acontecem;
• Forte envolvimento com idéias novas;
• Boa compreensão do ponto essencial das coisas;
• Boa compreensão de novos conceitos;
• Maturidade surpreendente;
• Grande vocabulário para sua faixa etária;
• Satisfação ao resolver quebra-cabeças e problemas;
• Talento para construção de modelos;
• Excelente compreensão de histórias que lhe são lidas ou contadas.
A partir do 3º ano:
Em relação à fala:
• Pronúncia incorreta de palavras longas, desconhecidas ou complicadas;
• Ruptura de palavras – omite ou confunde a ordem das partes de uma palavra (escola por secola, salada por sadala);
• Discurso não fluente, contendo pausas ou hesitações freqüentes;
• Uso de linguagem imprecisa, utilizando termos como coisa, negócio em vez de utilizar o nome correto do objeto (disnomia – incapacidade para recordar nomes próprios);
• Incapacidade de encontrar a palavra correta, confundindo palavras que tenham sonoridade semelhante, mas com sentido diverso (frito por grito);
• Necessidade de tempo maior para elaborar uma resposta oral ou incapacidade de dar uma resposta verbal de maneira rápida ao ser questionado;
• Dificuldade de lembrar partes isoladas de informação verbal (memória imediata) como datas, nomes, números de telefones, listas aleatórias.
Em relação à leitura:
• Progresso muito lento na aquisição das habilidades de leitura;
• Falta de estratégias para a leitura de palavras novas;
• Problemas ao ler palavras desconhecidas (novas ou não familiares) que devem ser pronunciadas em voz alta; tentativa de adivinhar a palavra ao lê-la; falhas na organização dos sons das palavras quando as pronuncia;
• Inabilidade para ler palavras funcionais, como por exemplo: em, na, e, aquela;
• Medo acentuado em ler em voz alta; quando o faz apresenta uma leitura contaminada por substituições, omissões, e palavras mal pronunciadas, além de um ritmo pouco fluente, lento, entrecortado e trabalhoso; não tem inflexão e parece a leitura de uma língua estrangeira;
• Desempenho desproporcionalmente fraco em testes de múltipla escolha, além de não conseguir finalizá-los no tempo estabelecido;
• Substituições de palavras de mesmo significado quando não consegue pronunciar, como: blusa por roupa;
• Dificuldade de leitura e conseqüente incompreensão dos enunciados dos exercícios de Matemática;
• Escrita (à mão) confusa, com ortografia desastrosa, mas grande facilidade ao utilizar o editor de textos, possuindo rapidez para digitar;
• Extrema dificuldade para aprender uma língua estrangeira;
• Falta de entusiasmo em relação à leitura; evita ler livros ou até mesmo uma frase; quando pode, faz escolha por textos que sejam pequenos, tenham letras maiores e muitas figuras (características esperadas para alunos de anos anteriores);
• Com o decorrer do tempo pode aumentar a precisão da leitura, porém ainda continua a ser sem fluência e trabalhosa;
• Auto-estima em declínio, presença de sofrimentos nem sempre visíveis;
• Histórico familiar com as mesmas características em relação à aprendizagem, leitura e ortografia.
Mesmo apresentando estas características relacionadas a problemas fonológicos, há indícios de habilidades nos processos de pensamento de alto nível:
• Excelentes habilidades de pensamento: contextualização, raciocínio, imaginação e abstração;
• Capacidade de entender “o todo”;
• Capacidade para ler e compreender palavras já aprendidas relativas a uma determinada área de interesse;
• Vocabulário de alto nível, em relação à sua idade e escolaridade, no que diz respeito às palavras que ouve;
• Compreensão acima da média, daquilo que lhe foi lido;
• Excelência em áreas que não dependam de leitura, como artes visuais, computação, ou em áreas que não exijam relacionar a fatos imediatos, filosofia, biologia, neurociências.
Ao trabalhar com alunos disléxicos (ou alunos portadores de outros distúrbios), deve-se sempre verificar aquilo que ele tem preservado em relação a suas habilidades específicas, valorizá-las e incentivá-los a desenvolvê-las muito mais. Desta forma é possível sair do quadro de insucesso ou fracasso escolar e resgatar sua auto-estima, fazendo-o acreditar e perceber que tem capacidade para outras tarefas, e não fixar-se somente numa inabilidade devido ao distúrbio.
SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia. Tradução: Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.
Autora do artigo: Kátia Lima – Pedagoga especialista em distúrbios de aprendizagem.
Acompanhamento pedagógico particular de 1º a 9º ano
Tel: 55487035 / cel 75143968- e-mail: katialima64@gmail.com
segunda-feira, outubro 22, 2012
Panlexia - Histórico do Método e da Autora
Por: Maria Cristina Bromberg
O Método Panlexia é o primeiro
método construído segundo as características fonema x grafema do idioma
português falado e escrito no Brasil. É um método de orientação diagnóstica e
um programa abrangente de assistência pedagógica a pessoas com Dificuldades
Específicas de Linguagem. É o resultado de longos anos de pesquisas e
experiências compartilhadas por diferentes fontes de informação.
Dentre as primeiras influências
que alicerçaram a construção progressiva do Método Panlexia, destaca-se o
trabalho de um professor de linguística da Yale University, Leonard Bloomfield,
cujo filho era disléxico. Bloomfield formulou o conceito que "seria melhor
ensinar leitura a estudantes disléxicos, primeiramente, através da introdução
de elementos consistentes do idioma escrito e só então, depois de estabelecidas
essas conexões, ir acrescentando, aos poucos, os padrões menos comuns de
soletração". Essa forma de abordagem pedagógica foi chamada de "Linguística Estruturada". Desde
então (1933), muitos pesquisadores vêm investigando os inúmeros aspectos da Dislexia,
e diferentes programas remediativos de ensino têm sido publicados nos Estados
Unidos.
Já na década de 1960, o Dr. Jesse
Grimes, da Harvard University, foi convidado pela rede pública de ensino da
cidade de Newton, estado de Massachusetts, EUA, para investigar qual seria o
melhor dos três métodos de iniciação à leitura utilizados em programas de
ensino de leitura: fonético, visuo/global, linguístico estruturado.
Essa pesquisa incluiu 30 salas de
aula, envolvendo 10 classes em cada uma das três abordagens, e foi desenvolvida
com a seguinte orientação prognóstica: bons leitores, leitores de nível médio,
maus leitores. A avaliação dos resultados da pesquisa deixou claro que a
Leitura Linguística Estruturada obteve os melhores resultados em todas as categorias.
Entretanto, como nessa abordagem foram incluídos métodos específicos de ensino
desenvolvidos e supervisionados pelo Dr. Grimes, e não somente a técnica de
leitura segmentada em elementos linguísticos, seus resultados foram ignorados
na época.
Como consequência, não ficou
estabelecido o conceito de que o ensino da leitura em séries linguísticas era
mais eficiente em si, e por si mesmo. Ficou evidenciado, porém, que os métodos
de ensino de leitura desenvolvidos pelo Dr. Grimes eram a chave-mestra do grande
sucesso do Programa Estruturado em Leitura Linguística. Baseado nas
dificuldades de filho e neto disléxicos, o Dr. Grimes havia desenvolvido
métodos de ensino para ajudá-los no aprendizado da leitura. Entre suas várias
técnicas, está incluído o treinamento para desenvolvimento da consciência
fonológica, que somente nos últimos anos tem sido reconhecido por pesquisadores
respeitados como um componente-chave do sucesso alcançado no aprendizado de
leitura e soletração. As técnicas pedagógicas com base em ensino terapêutico em
linguística estruturada, em que está alicerçado o Método Panlexia, tiveram
comprovada sua eficiência para ensinar o disléxico, mais uma vez, em importante
trabalho de pesquisa desenvolvido pela Dra. Sally Shaywitz e sua equipe da Yale
University.
Pamela Kvilekval, educadora
especializada em Dificuldades de Aprendizado, fez parte do primeiro grupo de
profissionais treinados diretamente pelo Dr. Grimes para desenvolver o programa
de ensino diferencial para alunos com Dificuldades de Aprendizado da rede
pública de Newton, em 1968. Depois de três meses engajada nesse trabalho,
tornou-se sua assistente, supervisionando diretamente os professores de
Educação Especial. Após dois anos como assistente do Dr. Grimes e supervisora
do Curso de Instrução Terapêutica ministrado por ele, assistindo a mais de 200
disléxicos durante o ano escolar e em programas especiais de verão, Pamela foi
nomeada dirigente do Programa de Dificuldades de Aprendizado das Escolas
Públicas de Andover, no estado de Massachusetts, EUA. Essa indicação foi feita,
por membros do Departamento de Educação do Estado, depois que as técnicas de
ensino das escolas de Newton foram analisaram e avaliadas e o programa
terapêutico desenvolvido na rede de ensino declarado "Muito favorável".
Em paralelo, o Dr. Grimes também
capacitou seu grupo de educadores em técnicas de desenvolvimento e uso de
materiais, como recurso complementar do seu programa. Desprendido, nunca teve
interesse em formalizar o registro escrito desse trabalho. Por isso, quando um
manual de treinamento foi requerido para as escolas de Andover, o Dr. Grimes
autorizou e estimulou Pamela a escrever o Manual Básico, com 70 páginas, para
dar início ao treinamento de 15 membros do corpo docente das escolas. Esses
profissionais não eram formalmente especializados, mas compunham um grupo
comprometido com o ensino diferencial, motivados por estarem diretamente
envolvidos no ensino de crianças com dificuldades de aprendizado. E por isso,
estavam determinados a desenvolver um eficiente programa de apoio pedagógico
aos estudantes disléxicos em suas escolas.
Àquela época, não havia nenhum
programa de graduação universitária em Massachusetts para formar esses
especialistas. Com o passar dos anos, o Programa de Treinamento com estrutura fundamentada
nas características fonema x grafema do idioma inglês organizado por Pamela
evoluiu de 70 para 700 páginas, publicadas com o título: "Um Programa para
Dificuldades Específicas de Linguagem". Programa abrangente, que se
constitui, hoje, como base na formulação de muitos outros programas de
treinamento de profissionais em Dificuldades de Aprendizado, em diferentes
sistemas escolares.
Depois de 4 anos como Supervisora
em programas de Dificuldades de Aprendizado e 10 anos como Administradora em
Educação Especial, responsável por todos os programas de Educação Especial em
Andover, sob Leis Estaduais e Nacionais, Pamela se tornou Consultora em
Educação Especial na Itália. Desde 1986, é consultora em escolas internacionais
na Itália e supervisora de ensino diferencial para estudantes disléxicos.
Visto que na Itália não existia,
ainda, programas pedagógicos especializados em Dislexia, muitos médicos e
psiquiatras italianos encaminhavam crianças disléxicas para serem assistidas
pela equipe de Pamela. Por essa razão, ela acabou se impondo um verdadeiro
desafio: traduzir e construir seu programa de ensino dentro da base estrutural
fonética do idioma italiano. No início, teve que estabelecer a estrutura
linguística fonema x grafema do idioma o que foi mais simples de ser feito do
que estruturar o Programa em sua língua materna: o inglês. Isso porque a língua
italiana é pronunciada quase que exatamente da mesma forma como é escrita.
No
início desse trabalho, Pamela desenvolveu listas de palavras para as lições de
cada dia. Na evolução progressiva da formulação do método, as listas precisas
de palavras e de exercícios de ditado passaram a ser agrupadas em manuais. Só
faltava criar histórias com o componente essencial de adequar-se a cada uma das
lições, seguindo as características da estrutura linguística do idioma
italiano.
Embora houvesse livros de leitura
linguisticamente estruturados para serem utilizados em programas em inglês, não
existia nenhum livro semelhante em italiano. Nelly Melone, mãe de um dos
estudantes disléxicos de Pamela, se propôs a criar as histórias. "Le
Storie di Zia Lara" foi publicada como um encarte do "Il Método
Panlexia". São esses livros que compõem o primeiro programa educacional
terapêutico de assistência pedagógica ao disléxico publicado na Itália. Era o
ano de 1998.
Hoje, a Itália está na segunda
publicação do Programa IL MÉTODO PANLEXIA, que continua sendo o único programa
publicado naquele país. Professores, psicólogos e terapeutas da fala têm sido
treinados, através de toda a Itália, nos seguintes cursos de Pamela Kvilekval:
REABILITAÇÃO DA DISLEXIA - IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DAS DIFICULDADES DE
APRENDIZADO - REABILITAÇÃO DA DISCALCULIA - ORIENTAÇÃO PARA PAIS DE CRIANÇAS
COM DIFICULDADES POR DEFICIÊNCIA DE ATENÇÃO.
Além do programa “Il Método
Panlexia”, Pamela desenvolveu uma versão italiana do "Preschool Screening
System", de Peter Hainsworth e Marian Hainsworth, publicado em 2002.
Trata-se de um programa de identificação precoce de diferentes dificuldades em
crianças entre 2½ a 6½ anos, através de sintomas e sinais característicos que
as predispõem a apresentar dificuldades em seu aprendizado escolar. Crianças
que, integradas precocemente em adequado programa pedagógico preventivo, em sua
maioria poderão vir a superar essas dificuldades.
Com permissão dos autores, Pamela
estruturou uma nova versão do Preschool Screening System, publicado em língua
portuguesa sob o titulo “Sistema de Avaliação Precoce – o PSS” pela própria
autora, em parceria com o Centro de Neuropediatria do Hospital de Clinicas da
Universidade Federal do Paraná. Esse instrumento de avaliação está sendo
validado e normatizado através de duas pesquisas de mestrado e uma pesquisa de
doutorado.
Nos últimos anos, Pamela
Kvilekval foi eleita para o Conselho Diretor da Associazione Italiana
Dislessia. Essa organização está representada em mais de 50 cidades da Itália e
Pamela é o único membro do Conselho Diretor a não ter nacionalidade
italiana. Em co-autoria com outros
membros da Associazione, escreveu dois pequenos livros estabelecendo
fundamentação teórico-prática para apoiar o trabalho do professor em sala de
aula.
O Método Panlexia foi introduzido
no Brasil, em Curitiba, Paraná, no ano de 2004, através de dois eventos
patrocinados pelo Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas da
Universidade Federal do Paraná, pela Secretaria Municipal da Educação de
Curitiba e pela Associação Brasileira de Apoio ao Disléxico, de Curitiba.
O primeiro, foi um simpósio que
contou com a presença de profissionais e interessados vindos de todos os
estados brasileiros. O segundo, um curso de formação sobre o método para 90
profissionais das áreas da Educação e da Saúde.
Durante a prática pedagógica do curso, foram trabalhados mais de 50
disléxicos, de diferentes idades e diferentes níveis de dificuldades. As
respostas, bastante positivas, confirmaram, também na língua portuguesa, a
eficiência já alcançada pela metodologia nas línguas inglesa e italiana.
Em 2010, com a colaboração de
profissionais brasileiras, Pamela fez uma revisão do material publicado em 2004
e publicou uma edição atualizada e ampliada da metodologia, a que chamou de
Panlexia Plus. Essa nova edição levou em consideração a reforma na ortografia
do português, assim como a experiência acumulada pelos profissionais durante os
anos de prática no Brasil.
PORQUE A PANLEXIA REALMENTE
FUNCIONA?
A PANLEXIA INCLUI A ESTRUTURA, AS
ATIVIDADES E OS MÉTODOS DE ENSINO QUE
SEGUEM OS PRINCÍPIOS PARA ENSINAR
DISLÉXICOS A LER E ESCREVER.
Aqui está a razão do sucesso:
1. O método é fonológico, estrutural e propicia
bastante reforço para cada elemento da linguagem escrita, de modo a assegurar
respostas automáticas.
2. As
atividades utilizam todos os sentidos envolvidos na leitura e na escrita: o
visual, a motricidade fina, a percepção auditiva e a consciência fonêmica,
incluindo a consciência de sensações tácteis durante a pronúncia dos sons.
3. As
listas estruturais de palavras promovem:
- a habilidade de decodificar,
porque mudam apenas uma letra na palavra por vez, induzindo a pessoa, portanto,
a seguir cuidadosamente a sequência das letras;
- um sentido de ritmo que
desenvolve a habilidade de associar o som da sílaba e a sequência dos símbolos
(associação fonema-grafema) que representam as letras;
- o reconhecimento da palavra
devido às similaridades de cada palavra;
- o reforço da memória visual de
cada novo elemento.
4.
Escrever cada palavra após a leitura da lista (adaptada para a idade e
capacidade):
- reforça o aprendizado da
palavra.
- envolve a Memória Sinestésica,
ajudando a desenvolver a escrita automática de cada palavra.
- ajuda na compreensão da
sequência das letras na palavra, porque as letras devem ser escritas uma a uma
dentro de uma sequência. Isso dá à
pessoa tempo para perceber todas as sensações na boca e nas cordas vocais que
se tem durante a escrita da sequência de letras.
- visto que cada lista de
palavras apresenta somente um novo elemento a ser reforçado, a escrita repetida
desse elemento induz a lembrança automática de cada novo elemento.
- escrever as listas de palavras
em colunas enfatiza o novo padrão/elemento porque fica mais evidente que
palavras escritas em linha.
5. O
exercício de mudar a letra reforça a consciência fonológica da sequência de som
que segue a sequência de símbolos.
6. A
leitura das sentenças :
A. Permite a prática da leitura
das palavras
B. Ajuda na compreensão das
palavras, porque elas são usadas em contexto.
C. Proporciona uma revisão das
palavras já aprendidas.
D. Melhora a memória visual das
palavras novas e das previamente aprendidas.
7.
Escrever as sentenças:
A. Pratica usar a memória
auditiva de curto prazo quando o aluno repete a sentença.
B. Permite maior prática do novo
elemento.
C. Melhora o vocabulário: o uso
de novas palavras nas sentenças ajuda a lembrar o significado da palavra.
D. Permite a prática das
habilidades da escrita e proporciona oportunidade de ensinar, se necessário, o
motivo e a lógica dos sinais diacríticos e da pontuação, como apóstrofe,
vírgula, contrações, ponto de interrogação e as palavras homófonas.
E. Ensina o aluno a verificar
cuidadosamente cada palavra e pontuação na sentença e a ler a sentença após
escrevê-la, a fim de fazer as necessárias correções antes de dizer que o
trabalho está completo. Resumindo,
aprender a revisar seu trabalho, uma prática valiosa para todos, mas essencial
para pessoas disléxicas e disgráficas.
8. A leitura de histórias:
A. Proporciona a prática de todos
os elementos anteriores.
B. Proporciona a prática da
leitura normal – horizontal, da esquerda para a direita.
C. Proporciona uma razão para
ler.
D. Melhora o vocabulário. Ler as palavras em contexto ajuda a
internalizar o significativo básico, assim como a compreensão do significado
das palavras em diferentes contextos.
E. Induz a uma sensação de
satisfação com a leitura, pois o aluno pode ler sem dificuldade e pode entender
tudo o que está lendo, porque cada história contém elementos nas palavras que
já estão automatizados ou, pelo menos, ele pode decodificar.
F. Desenvolve o conceito de
“Imagem Mental” para melhorar a compreensão de material escrito.
9. O
resumo, oral ou escrito:
A. Melhora a habilidade em
desenvolver um resumo oral de material escrito.
B. Proporciona a prática de
desenvolver resumos escritos de material escrito.
C. Desenvolve a habilidade em
extrair os pontos importantes de uma massa de informações, essencial para tomar
notas em sala de aula ou para tarefas de casa.
10. Os
métodos de ensino são indutivos e não didáticos. Ao invés de regras, o aluno recebe muitos
exemplos de cada novo elemento a ser aprendido, de modo que a associação do som
e do símbolo se torna automática – como o é para leitores regulares.
Fonte: http://cenephc.com.br/jornada/panlexia-historico-do-metodo-e-da-autora.html
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