segunda-feira, agosto 01, 2011

Corpo Significante

Com a abertura política e pressões sociais a favor dos direitos humanos, as técnicas corporais que inibiam o movimento e dominavam o corpo perderam sua força.

A partir de 1980 no Brasil e Argentina, além de um corpo que ouve e aprende, ele também fala e se expressa. Essa idéia é baseada nos princípios da psicanálise, psicologia das comunicações não verbais e da etologia infantil (mensagens humanas se dá pelas mímicas).

Os psicomotristas da terceira geração acreditavam que abolindo o autoritarismo e formalismo (função paterna – lei e ordem) podia-se superar as dificuldades na área da psicometria.

Lapierre fundou a psicomotricidade relacional. Ele acreditava que toda reeducação gera insegurança e resistência, por isso, é preciso ter uma qualidade na relação (criança - psicometrista), com afeto. Ele deixou de dar tanta ênfase ao aparato técnico e priorizou as relações humanas.

Era preciso ver o que há de positivo na criança, o que ela já sabe fazer e não o que ela ainda não faz (seu déficit). Neste ponto abandona-se o modelo médico e não há mais reeducação, e sim educação que é desenvolver as potencialidades da criança.

Apesar de influenciado pela ciência positiva, Lapierre quebra com o modelo médico e higienista, e parecido com a escola nova ele recupera para a criança um lugar de reconhecimento e poder.
 
1974 – influência expressionista

Concepção de corpo: emissor de informações.
Modelo: semiomotor e psicoafetivo.
Teorias: Psicanálise, Psicologia das comunicações não-verbais e Etologia infantil.
 
Contribuições da psicanálise:
Freud: representação mental, consciência, inconsciente e pré consciente.
Reichi: história socioafetiva incrusta-se no estado tônico do sujeito

Contribuições da psicologia das comunicações não-verbais:
Parlebas – 1967 – Sociomotriciade (espaço sócio motor)
Renaud – 1968 – Expressão corporal como lugar de libertação e superação.
Bernard – 1970 – visão filogenética, ontogenetica e fenomenológica da expressão corporal
Corraze – 1973 – esquema corporal, comunicação não-verbal e problemas psicomotores
 
Interacionismo
Transforma o objeto e transformar-se atuando sobre o objeto.
Sujeito epistêmico.

Inter-relacionismo
Dois sujeitos em mútua relação.
Sujeito afetivo-relacional

Objeto: toda pessoa ou coisa

Relação objetal
Relação mantida com objetos externos a nós mesmos e também com nossas representações mentais dos objetos.

Objeto externo
Coisas externas que geram nossa conduta e representação mental.
Sua ação esta mediatizada pelo processamento interno de cada individuo.

Objeto interno: representação mental do objeto externo.
 
Instinto
Inato, prepara o sistema nervoso para condutas que levam ao ato consumatório que satisfazem o instinto.

Pulsão
Motivação inata no ser humano.

Fantasia inconsciente
Representação mental da significação individual, ligada a corpo e emoção, de experiências conflitivas (primárias).
- conteúdo primário
- corporalidade
- representações mentais de pulsão de apego e agressividade
- elaboram-se mediante experiência com realidade externa
- não precisa de ícones ou palavras
- seus elementos são percepções e sensações
- tem efeito mental, corporal e de conduta (somatização)
- exerce influencia continua durante toda a vida.

Fantasia básica de confiança
Relação primária com cuidadores que foi acolhedora

Fantasia básica de desconfiança
Relação com os cuidantes da primeira infância negativa.
- função parental
- função de peito
- função de toilette
- função de consonância emocional
- capacidade de conteção

Vínculo afetivo
Significado de um conjunto de significantes

Unidade originária
Estado relacional primitivo, onde pai, mãe e criança é uma unidade.

Ansiedade (Freud)
Líbido insatisfeita que não pode descarregar-se adequadamente e transforma-se em emoção desagradável. É uma defesa do ego.

Ansiedade (Abordagem Relacional)
Sinal psicofísico que avisa um rompimento do vínculo.

Ansiedade confusional
Ameaça de desintegração, simbiose e ambigüidade, diferenciação e indiferenciação.

Ansiedade persecutória
Ameaça de desintegração ou agressão por ataque externo ou projeção da própria agressividade.

Ansiedade depressiva
Ameaça de desintegração causada pela perda do objeto, ligado a preocupações com o objeto.
 
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