quinta-feira, setembro 20, 2012

Sobre Disgrafia


Comportamento da criança pode revelar distúrbio na escrita
Isabela Ribeiro
08/07/2010
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Rio de Janeiro, RJ — Seu filho tem estado inquieto, com lentidão para escrever ou a letra está ilegível? Se a resposta foi positiva, observe bem o caderno escolar e as atitudes da criança, pois ela pode estar com disgrafia, termo que representa a incapacidade de escrever corretamente.



Basicamente a disgrafia está associada com a linguagem escrita. De acordo com a fonoaudióloga Renata Mousinho, coordenadora do Ambulatório de Transtornos da Língua Escrita, da Faculdade de Medicina da UFRJ, a disgrafia pode ser causada por diversos motivos. Segundo ela, "pesquisas mostram os fatores genéticos como origem da disgrafia. O fator ambiental também pode prejudicar. Crianças que não brincam por serem superprotegidas ou por serem negligenciadas desenvolvem menos habilidades para a coordenação grafomotora".

São encontrados dois tipos de disgrafia. A motora e a perceptiva. Na primeira, a criança consegue falar e ler, porém encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever. Já na segunda, ela não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta é associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.

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A fonoaudióloga ressalta que o problema não é de alfabetização. "Algumas crianças já mostram sinais desde o ensino infantil, quando apresentam dificuldades motoras finas ou nas atividades plásticas, como desenho ou modelagem. Entretanto, a maioria apresenta dificuldades quando inicia a escrita propriamente dita e aumentam as exigências quanto à quantidade e velocidade".

Ao perceberem os sintomas, pais e educadores devem encaminhar a criança para uma avaliação específica, podendo ser com um fonoaudiólogo, um psicomotricista ou um terapeuta ocupacional, por exemplo. "Quanto mais cedo [o diagnóstico], melhores serão os resultados do tratamento, minimizando, assim, as consequências psicológicas, como baixa autoestima causada pelas críticas constantes".

Colaboração: Karine Salles
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